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Narguilé - Dise alerta para os maleficios causados pelo seu uso  Artigos sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


O narguilé, tradicional cachimbo d´água usado há milênios nos países do Sudeste Asiático e Oriente Médio acabou se tornando moda entre jovens no Brasil.

Tudo começou com a exibição na televisão de uma novela e em seguida bares e restaurantes aderiram à onda para agradar aos clientes, isso quando ainda era permitido fumar em tais ambientes e sua utilização acabou se difundido cada vez mais. O que antes era realizado de forma restrita às residências dos consumidores, se tornou público, podendo ser observado o uso de narguilé em vias públicas, clubes, praças etc.

A maior popularização foi ocasionada principalmente pelo barateamento do custo do equipamento, trazido ilegalmente do Paraguai e amplamente oferecido por vendedores ambulantes, o mesmo ocorrendo com o fumo e o carvão utilizados.

É formado por uma peça central, que parece um vaso, onde se coloca a água. Conectada à base esta uma peça cilíndrica que sustenta o fornilho, onde se coloca o tabaco e em cima do tabaco o carvão. A mangueira, por onde se aspira a fumaça, resfriada pela água, se encaixa na parte superior do narguilé e termina numa piteira.

Ele funciona quando é aspirado por um tubo que reduz a pressão no interior do aparelho, fazendo com que o ar aquecido pelo carvão passe pelo fumo, produzindo a fumaça. Essa fumaça desce até a base, onde é resfriada pela água, que retém apenas algumas partículas sólidas. A fumaça segue pelo tubo até ser consumida pelo usuário com o sabor da essência escolhida.

O narguilé se apresenta de forma atraente, em formatos sedutores e cores diversificadas, podendo ser abastecido com fumos aromatizados Em virtude de inúmeras essências, o narguilé tem aromas variados. É feito com um fumo especial (um melaço, um subproduto do açúcar) e os sabores mais conhecidos são: pêssego, maçã-verde, coco, flores e mel.

Criou-se o falso conceito de segurança, incentivado pela idéia equivocada de que seria inócuo e muitos pais compraram a idéia de que seu uso não representaria perigo algum.

Fumar narguilé é altamente maléfico para a saúde. A água do narguilé não filtra, ela apenas esfria a fumaça. O monóxido de carbono é potencializado pela combustão do carvão, o que significa que chegará mais forte ao organismo; sua concentração equivale ao final de 40 minutos de utilização, a se ter fumado aproximadamente 100 cigarros.

Apesar de ser considerado pela maioria dos consumidores praticamente inofensivo, devido à falsa crença de que a água absorveria e filtraria o carbono da fumaça, de acordo com estudos da Organização Mundial de Saúde – OMS, a água contida no suporte filtra minimamente as substâncias químicas, razão pela qual os usuários de narguilé ficam sujeitos a todas as doenças relacionadas ao cigarro, além de riscos adicionais, por carregar em sua fumaça algumas partículas da queima do carvão usado para aquecer o fumo.

O Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração – INCOR adverte que o fumo utilizado no narguilé contém as mesmas características tóxicas do tabaco (nicotina, alcatrão, monóxido de carbono etc.) e sua fumaça contem também os aditivos aromatizantes e substâncias nocivas do carvão.. Causa, portanto, dependência, perda de dente, câncer de boca e todos os riscos do tabaco à saúde: doenças respiratórias, câncer e doenças cardiovasculares.

Por seu turno a Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia – SPPT, alerta que o narguilé causa ainda mais males do que o cigarro, pelo potencial de transmitir também doenças infecciosas, já que é usado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo sem a devida esterilização.

De se observar ainda que maconha, haxixe e “crack "também estão sendo fumados no narguilé e há grupos de adolescentes trocando a água do narguilé por bebida, tornando-o ainda mais perigoso e nocivo À saúde.

O Delegado de Polícia Sandro Resina Simões destacou que, assim como o cigarro o uso de narguilé também é proibido para menores de 18 anos. A Lei n.º 8.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente em seu art. 243 pune com pena de detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa o crime de vender, fornecer ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física e psíquica, ainda que por utilização indevida.

A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Entorpecentes – DISE, coloca À disposição da comunidade policiais especialmente treinados e rotineiramente promove cursos, palestras e apresentações de materiais relacionados ao combate ao uso dos mais diversos tipos de drogas, em escolas, clubes, associações e demais entidades, sendo que os interessados poderão requerer através do telefone n.º 3496-8005 ou na própria Delegacia Especializada, instalada na av. Tabajaras n.º 1145, Centro, nesta cidade.
Fonte:Unisite/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)







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