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Fumo passivo mata sete brasileiros por dia, diz estudo  Artigos sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


JC Rio Claro
Não há mais dúvida de que o contato com a fumaça do cigarro sujeita a pessoa que não fuma às mesmas doenças desenvolvidas pelos fumantes.

Debates recentes apontam a possibilidade de que a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, seguindo os passos do Conselho Municipal de Nova York (EUA), aprove uma ampliação da Lei Antifumo: a proibição do tabaco em lugares abertos e públicos, como ruas e parques.

Monica Andreis, vice-diretora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e mestre em psicologia clínica pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que tal medida neste momento não é defendida pela ACT, pois ainda é necessária a aprovação imediata em todo o território nacional de lei que proíba o tabaco em ambientes fechados, uma vez que apenas sete estados brasileiros adotaram essa legislação.

“Há um projeto de lei no Congresso Nacional que versa sobre a medida, que já se comprovou extremamente eficaz e bem aceita pelos cidadãos. No momento, precisamos da aplicação dessa norma em âmbito nacional, já que o Brasil se comprometeu a adotar as medidas presentes no tratado internacional da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco”.

Ela acha que falta vontade política, pois o projeto se arrasta no Senado Federal e ainda não foi aprovado. “Deve haver disposição por parte dos políticos para que a lei seja aprovada o mais rápido possível”, declara.

Para a ACT, há outros pontos com eficiência comprovada no controle do tabagismo ainda não implementados no Brasil, como a questão do fim da publicidade e exposição do tabaco em locais de venda públicos, que atinge grande parte de crianças e jovens; e o preço dos maços de cigarro, considerado muito baixo.

Atualmente, alguns países vêm adotando medidas em relação a estádios de futebol livres de fumo. “É uma proposta que pode ser discutida no Brasil. Mas ainda não podemos generalizar em todos os lugares abertos.” No Canadá, por exemplo, a proibição também é efetiva em apenas certos locais abertos, como parques infantis.

Vale ressaltar que a finalidade da proibição não é afetar a liberdade do fumante. “A questão é regular os locais nos quais o ato pode ser praticado sem prejudicar outras pessoas. O fumante pode continuar fumando, se o desejar, porém procurar locais adequados em que outros não sejam prejudicados é importante.”

Hoje em dia, não há mais dúvida de que o contato com a fumaça do cigarro acaba sujeitando a pessoa que não fuma às mesmas doenças desenvolvidas pelos fumantes.

“Existem pessoas que nunca fumaram e apresentam cânceres ou doenças associadas ao uso do cigarro, mas apenas porque conviveram por muito tempo, seja em casa ou no trabalho, em ambientes com a fumaça”, comenta.

Segundo estudo feito no Rio de Janeiro pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em uma análise local, ao menos sete pessoas morrem ao dia devido ao fumo passivo. “Consequentemente, o índice de mortalidade nacional tende a ser bem maior”, aponta Monica.

Outra pesquisa, esta realizada em São Paulo, mostra que, a partir da efetivação da Lei Antifumo, houve melhora significativa no índice de monóxido de carbono de ambientes públicos fechados, como restaurantes.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)







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