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Quase 20% dos usuários de crack recolhidos no Rio são crianças e adolescentes  Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas

R7
Um balanço das operações de combate ao crack na cidade do Rio de Janeiro mostra que cerca de 17% dos usuários recolhidos pela prefeitura nos últimos sete meses são crianças e adolescentes.

Desde março deste ano, a SMAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) recolheu, ao todo, 2.016 pessoas. Desse total, 348 são menores de idade que desperdiçam a juventude na dura realidade das cracolândias.

Só nas favelas de Manguinhos e do Jacarezinho, na zona norte, a secretaria recolheu 157 crianças e adolescentes nas 12 operações realizadas neste ano. Nos bairros da zona sul e da região central do Rio, 144 menores foram encontrados fumando crack livremente.

O psicólogo Claudio Reis, que coordena as operações de recolhimento da SMAS, diz que o perfil dos usuários varia de acordo com a área da cracolândia.

- Em geral, as pessoas que consomem crack em Manguinhos e no Jacarezinho são antigos moradores das duas comunidades. Por algum motivo, eles não podem voltar para as favelas e fumam crack no entorno. Já na zona sul e no centro, a maioria dos usuários são moradores dos municípios da Baixada Fluminense, como Belford Roxo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

Internação obrigatória

Reis explica que os menores identificados com alto grau de dependência química são conduzidos para uma das quatro unidades de tratamento obrigatório. Desde maio passado, a Prefeitura do Rio internou, de modo compulsório, 97 crianças e adolescentes.

A princípio, o menor de idade fica 45 dias internado. Entretanto, segundo a secretaria, pode passar até oito meses sob tratamento obrigatório, se o caso for considerado grave. O programa é alvo de críticas de representantes de entidades de defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes que afirmam que o projeto fere o direito de ir e vir garantido pela Constituição.

Apesar da polêmica em torno do programa, Reis diz que a internação compulsória é um dos melhores caminhos para tratar os menores de idade viciados em crack.

- É muito triste ver crianças de cinco, seis anos vagando pelas ruas entorpecidas pelo crack. Temos que zelar pela vida dessas crianças.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)




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