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O Jovem e o Álcool  Artigos sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


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Vamos abordar todas as drogas, mas iniciamos com o álcool provavelmente porque, infelizmente, tem aceitação da sociedade.

Não raramente, nossos jovens, já aos doze anos, experimentam a bebida alcoólica. Muitos desses, crianças ainda, têm a experiência com o aval e incentivo da própria família que, com a péssima justificativa de que é melhor beber em casa ou é melhor que aprenda a beber em casa, talvez nem imaginem que podem estar cavando a própria sepultura.

Que absurdo é esse de que precisam aprender a beber?

O álcool prejudica os reflexos, faz mal aos órgãos vitais, tira a consciência, é uma droga psicotrópica, ou seja, age no cérebro, afeta comportamentos e causa dependência.

Ora, como é possível alguém conhecer todos esses riscos e, mesmo assim, se aventurar no gosto por algo que não tem absolutamente nenhuma possibilidade de trazer consequências positivas?

Por que ouvimos dos jovens que "festa sem álcool não tem graça?"

Por que muitos pais permitem que seus filhos experimentem o álcool?

Por que, todas as segundas-feiras, ouve-se nas escolas os relatos absurdos sobre meninas que "apagaram"? Meninas e meninos que vomitaram? Que fizeram algo que, lúcidos, não seriam capazes de fazer? Que a festa foi na casa de alguém sem a presença dos pais? Que alguém brigou e que outro precisou de glicose? E por aí vai.

Sim, esses fatos são reais.

E, nas aulas, explora-se os malefícios da bebida, conversa-se sobre os riscos.

Em sã consciência, a maioria reconhece que não deveria ter bebido, que a bebida é uma droga. Mas...o próximo final de semana chegará e, acredite, tudo se repetirá.

Por quê?

Porque jovens são onipotentes. Jovens jamais acreditam que algo de ruim possa lhes acontecer.

Porque, na adolescência, o grupo tem uma força insuportável sobre cada adolescente. Basta um líder para que se pressione um jovem a burlar uma regra.

Temos lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de dezoito anos. Mas há pais que compram a bebida para os filhos. Há os amigos maiores de idade que o fazem para os menores. Há os documentos que mentem a idade. Há os locais que vendem as bebidas para menores.

Então a luta é maior do que se imagina.

A bebida está nas ruas, está dentro de casa. Há o risco de dirigir alcoolizado, sempre com a desculpa de que "nem bebeu tanto assim", podendo causar acidentes, se ferir, prejudicar alguém inocente.

A luta é, muitas vezes, contra os próprios pais que permitem a bebida.

Pensemos então: se a bebida fosse inofensiva, haveria proibição legal?

Todos nós conhecemos alguém que tem uma história trágica com o álcool e, mesmo assim, aumenta-se o "esquenta", o já conhecido encontro dos amigos na casa de alguém para que possam começar a beber antes mesmo do programa combinado. O "esquenta" já é o programa.

A luta está na importância e urgência dos pais compreenderem que a criança, o adolescente é um ser que está em desenvolvimento e que seu organismo não aceita o álcool.

É imprescindível que nas escolas o álcool seja tratado como a droga que está disseminada no cotidiano e que professores incluam, em suas aulas, possibilidades de conscientizar seus alunos de que o que entendem por "prazer de beber" pode vir a ser o início de um caminho sem volta.

E porque é final de semana! Dia de balada.

Que seja um final de semana alegre, sem sequelas. Um sábado alegre e sóbrio porque dias felizes são aqueles dos quais nos lembramos com alegria.

E porque nossos jovens têm uma vida maravilhosa para ser vivida. Saiam nossos adolescentes, filhos e alunos, para uma noite entre amigos e fiquem as bebidas dentro de seus recipientes. Ao menos até que os jovens se tornem adultos conscientes e responsáveis, inteiros, com boas lembranças em sua bagagem.
Lígia Fleury - Psicopedagoga
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)







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