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O fumo passivo é um dos problemas mais graves em pediatria e pode matar as crianças  Artigos sobre drogas e alcool - Site Antidrogas



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Artigo da Dra. Priscila Zanotti Stagliorio falando sobre os riscos da nicotina para as crianças.
O Vício da nicotina pode prejudicar e muito a saúde dos seus filhos aos poucos.
Foto: DINO
Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

Fumantes passivos são aqueles que convivem (no mesmo ambiente) com pessoas que fumam e, por diversos motivos, se expõem aos componentes cancerígenos e tóxicos exalados pela fumaça do cigarro da mesma maneira de quem os consome. E pensar em fumar fora de casa, no quintal, na varanda ou área de serviço, por exemplo, não diminui os riscos à saúde das crianças como se imagina. No texto de hoje vou falar sobre os principais cuidados e dicas para evitar problemas respiratórios derivados do tabaco.

Não fume próximo de crianças, o cigarro concentra mais de 4, 7 mil substâncias tóxicas que são extremamente agressivas para a saúde de bebês e crianças. O alcatrão, por exemplo, é cientificamente comprovado como cancerígeno, o monóxido de carbono da fumaça agrava a oxigenação no sangue e eleva as chances de obstrução dos vasos sanguíneos (aterosclerose).

Mesmo minutos depois de apagar o cigarro, é comum, o fumante eliminar as substâncias nocivas adquiridas pelo trago através da pele, respiração e contaminação da roupa e do cabelo. A probabilidade de a criança desenvolver doenças respiratórias aumenta significativamente e, ainda, segundo o Ministério da Saúde, o fumo passivo pode ser letal e eleva em 30% as chances de câncer de pulmão e em 24% o risco de infarto.

Problemas de saúde - já sabemos que pessoas expostas aos malefícios do cigarro são mais suscetíveis a doenças crônicas como asma, bronquite e pneumonia. A curto prazo as crianças podem apresentar irritação nos olhos, dor de cabeça, náuseas, tosse, falta de ar e sinusite crônica. Os pulmões, vias aéreas, brônquios, fígado e bexiga são os órgãos mais corriqueiros para desenvolver câncer por causa das substâncias do tabaco e isso vale tanto para fumantes ativos e como para os passivos. Problemas auditivos (perda auditiva neurossensorial) podem ser relacionados à exposição ao fumo, de acordo com a Universidade de Medicina norte americana.

Vale dizer que os problemas ocasionados pelo cigarro vão além dos aspectos físicos. Problemas psiquiátricos e psicológicos também acontecem decorrentes de ansiedade e depressão por conta dos gases tóxicos inalados da fumaça. Nas crianças, afeta a concentração, dificulta o aprendizado e interfere diretamente no comportamento dentro e fora de casa (ficam mais irritadas).

Riscos para crianças - fumar durante a gravidez pode provocar aborto, gestação de risco com desenvolvimento do embrião fora do útero, retardo mental e baixo peso dos bebês. Na amamentação (e gestação) aumenta em 50% as chances da Síndrome da Morte Súbita Infantil em bebês por conta da nicotina e das toxinas que são repassadas de mãe para filho pela corrente sanguínea e pelo leite materno. Há, ainda, overdose tóxica ou parada cardíaca. Ao ter contato com a fumaça, que não tem filtro como em um cigarro, a criança está exposta até três vezes mais ao monóxido de carbono e a nicotina, sem falar nas substâncias cancerígenas que se elevam até cinquenta vezes mais. Em outras palavras, os fumantes passivos, em especial crianças, sofrem muito mais com os males do cigarro do que os fumantes propriamente ditos.

Dicas - Se você fuma ou algum parente próximo presente na vida das crianças também, avalie a possibilidade de parar. Procure ajuda e diminua consideravelmente a quantidade de cigarros. Sabemos que não é fácil e tão pouco um processo rápido, mas vale a pena recorrer aos tratamentos oferecidos pela rede pública e privada para salvar a sua vida e de outras pessoas. O cigarro deixa a pessoa fedida, com tons de pele amarelados, cabelos ressecados e dependente de algo que só faz mal para a saúde. Opte por momentos mais felizes ao lado das crianças, compartilhe emoções do bem e consuma produtos que contribuam para a o bem-estar.
Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo - unidade Santana, e na rede Dr. Consulta - unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo - Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe.







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