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Meu Filho é Dependente de Drogas E NÃO QUER AJUDA?  Artigos sobre drogas e alcool - Site Antidrogas



O primeiro movimento das famílias deve ser buscar alternativas para resolver o problema do núcleo familiar e não isoladamente de quem está usando drogas.

Muitas vezes a família pensa em alternativas imediatas, com soluções milagrosas, isso não existe. O uso das drogas, do álcool e a consequente dependência química (algo sério) é necessário que seja olhado, trabalhado e cuidado de uma forma muito responsável e atenciosa.

Além de se buscar profissionais e clínicas com suporte necessário para cuidar da dependência química; tomar cuidado com aqueles locais que dão resultados milagrosos, dizendo que irão curar seu filho, que resolverão o problema em pouco tempo, de maneira fantástica…aprenda que não irá funcionar.

Lembrando que a dependência química é uma doença, que é progressiva, que avança sempre exigindo uma quantidade cada vez maior de uso e o preço é o aumento de seus efeitos negativos, é crônica, pois o dependente químico irá ser dependente a vida inteira, o que faz ser diferente se ele vai ser ativo ou em abstinência das drogas e do álcool, não podendo nunca mais fazer uso de nada para que não possa ativar sua doença; além de ser fatal, podendo levar o dependente químico a morte, a cadeia por causa dos atos que acaba cometendo para manter seu uso; ou na melhor das hipóteses, ser internado em clínicas por tempo indeterminado.

As famílias não devem ficar presas com o Medo

Aí você pensa que deverá ficar preso ao seu filho para o resto da vida com medo de que ele faça uso de drogas ou não. Respondo: Não! As famílias devem cobrar seu familiar sobre ele ter consciência da sua doença, devendo evitar lugares, pessoas e circunstâncias que possam prejudicá-lo no processo de reabilitação.

Dessa forma o dependente químico irá conseguir se manter limpo, se manter adequado, e ter uma vida saudável.

Ressaltando de que a família em sua maioria sempre busca alternativas imediatas para resolução do problema do uso das drogas do seu ente querido e isso não resolve nada. Devemos primeiramente mudar nossas atitudes, porque nós erramos quando achamos que vamos transformar as ações do dependente, que vamos impor à ele regras, limites, controle, no momento onde nada mais funciona, de que isso bastará para que ele não use mais drogas e as coisas não funcionam assim na prática.

Ou ainda mais, tem famílias que começam a dizer; “você não tem amor aos seus pais”, “você não lembra do seu filho que está em casa”, “ não cuida e nem lembra da sua esposa que está sozinha”, sempre nos momentos que eles estão usando as drogas, pois família traz todo esse repertório, ficando uma falação em torno do problema e não consegue resolver nada, por que?

Porque primeiramente, temos que mudar nossas atitudes: eu, enquanto pai ou mãe, enquanto família, tenho que me cuidar, mudar minha atitude e nessa minha mudança, criar uma mudança no dependente que está na minha casa.

Parece ser um absurdo, pois seu filho está usando drogas, não conseguem ter controle, ficam desesperados porque ele sai para a rua, não volta de madrugada e ninguém consegue dormir. Você consegue entender e perceber que está no ponto de adoecer junto com o dependente, com uma diferença: ele está usando a droga, e você está em casa sofrendo, não tem hora para dormir, para descansar… e o pior de tudo isso é que no dia seguinte a pessoa precisa estar disposta para ir ao trabalho e cuidar dos outros membros da família, e mais: estar disposta para seguir a sua vida.

Só que não vamos percebendo essa situação, não vamos nos dando conta do nosso envolvimento, e acabamos nos isolando, nos entregando, ficando cada vez mais preocupados com aquela situação e depois de um tempo esquecemos de tudo e só vivemos a vida do dependente.

Então convido você a partir de hoje fazer pequenas mudanças na sua vida e na rotina da sua casa, sugiro ainda que hoje você olhe pra sua vida, e realize imediatamente alguma mudança em você.

Mas você quer cuidar do seu parente que está usando drogas, e só isso que você quer. Você pode fazê-lo, aliás, você deve cuidar do seu familiar, mas deve cuidar de você primeiramente, não importa qual mudança você irá fazer, a partir do que você definir e resolver, precisa mantê-la.

Esse é o segundo passo: manter a mudança estabelecida para que haja consistência, sabemos que fazer mudanças na nossa vida é difícil, não dá para mudar no automático, de uma hora para outra, com um simples botão. Te convido a fazer uma pequena mudança, lembrando que é com você primeiramente, pois filho precisa que você melhore e possa ajudá-lo. Fazendo uma mudança e, claro, mantendo-a, conseguirá ajudar seu parente. Não importa qual seja a mudança, ela deve ser mantida, quando escolhida não pode deixar de ser cumprida, pois se você institui uma mudança e não mantém perde o valor e vira novamente falação, e não irá funcionar nada.

Por exemplo: seu filho está acostumado que você fique acordada na sala esperando-o chegar, e muitas vezes ele chega, então você fala, fala, e depois cuida dele, dá comida, em alguns momentos, até banho, e como ele chegou em casa tão alterado que nem se lembra do estado que chegou, pois acorda na cama limpo e cheiroso. Ou: você estava na sua cama e na madrugada seu filho chega e você começa a fazer o sermão, falando da sua raiva, da sua dor, da sua preocupação e o dependente não está nem escutando tudo isso.

E se você tiver a paciência de ficar na cama quando ele chegar e não se levantar, mesmo que esteja acordada, não vai falar com ele, com certeza seu filho irá achar que alguma coisa estranha está acontecendo, “ tem alguma coisa errada com minha mãe”…

Por mais difícil que seja para você ficar na sua cama, mesmo que seja difícil ver que seu filho chegou naquela hora, se você tomou a decisão de sair do quarto, se mantenha, não volte atrás. Porque com certeza essa pequena mudança irá gerar um movimento no seu filho.

E de mudança em mudança você acabar por fazer que seu filho busque ajuda, e que peça apoio, do contrário ele irá se manter usando drogas, pois se encontra em posição confortável.
Fonte: André Nunes - Psicólogo







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