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Pesquisa analisa causas de mortes entre jovens em Londrina – PR  Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas

Pesquisa avaliou episódios de homicídios e acidentes de trânsito com óbitos, as maiores causas de morte de jovens na cidade de Londrina

Pesquisa publicada no periódico Serviço Social em Revista analisou mortes de jovens entre 15 e 24 anos causadas por fatores externos. O estudo avaliou episódios de homicídios e acidentes de trânsito com óbitos, as maiores causas de morte de jovens em 2003 na cidade de Londrina, Paraná.

Durante a pesquisa foram analisados laudos de necropsia do Instituto Médico Legal - IML de Londrina, Boletins de Ocorrência e resultados de testes toxicológicos, quando estes foram realizados. Além disso, um levantamento bibliográfico sobre os temas juventude, violência e drogas, foi feito a fim de unir materiais documentais e dados quantitativos e qualitativos que poderiam ajudar a compreender a relação entre essas variáveis.

Os resultados mostraram que 100% dos homicídios foram realizados com arma de fogo. Nos acidentes de trânsito, verificou-se que 43% das vítimas estavam de moto, 30% de carro, 20% foram atropeladas e 7% tiveram como causa morte a queda de bicicleta. Quanto ao sexo, a mortalidade em ambas situações foi superior na população masculina, existindo uma relação de até 21 mortes de homens para cada morte de mulher nos casos de homicídios, e nos acidentes de trânsito uma relação foi de três para uma.

Analisando a escolaridade das vítimas de homicídios, 51% tinham o Ensino Fundamental incompleto, 2% eram analfabetas ou somente alfabetizadas, e nenhuma tinha concluído o ensino superior. As vítimas de acidentes de trânsito apresentaram um nível de escolaridade mais elevado que as vítimas de homicídios.

Quanto à correlação entre as mortes e o uso de drogas, apenas uma vítima de homicídio teve resultado apresentou resultado positivo nos testes toxicológicos para uso de drogas ilícitas (uso de crack). Já a relação com o álcool se mostrou mais significativa. Dos submetidos ao exame toxicológico, 22% estavam sob o efeito do álcool, e entre os óbitos por acidentes de trânsito, essa porcentagem foi ainda maior, 40%.

Os exames toxicológicos não são realizados em todos os casos de falecimento, o que pode ter diminuído a prevalência. Nos Boletins de Ocorrência a correlação entre as mortes e o uso/venda de drogas (principalmente ilícitas) ficou mais evidente. Dos 91 boletins analisados, 15 denunciaram o envolvimento com drogas (consumo ou tráfico); dois evidenciaram a briga entre gangues por pontos de tráfico; e nove apresentaram bares ou lanchonetes como locais de óbito.

A pesquisa concluiu aponta a vulnerabilidade juvenil em relação à violência, e reafirmar a correlação entre as drogas e a violência, como apontada por outros estudos.

Segundo o autor, a violência ocupa atualmente um lugar de destaque na sociedade, sendo um fenômeno social que atravessa as fronteiras de classe, raça ou cultura. A distribuição das mortes violentas não é homogênea em nenhum sentido: nem quanto aos grupos etários, nem quanto ao gênero ou às regiões do País, devendo ser compreendida em suas especificidades. Entretanto, a maioria dos estudos sobre violência apontam os jovens, principalmente pobres e do sexo masculino, no topo das estatísticas sobre mortes por causas externas, sobretudo no caso dos homicídios.
Texto elaborado pelo OBID a partir do original publicado pelo Serviço Social em Revista Editado Departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina jul./dez. 2004, vol.7, nº.1. ISSN 1679-4842.
Autor:PEIXOTO, Roberto Bassan.
Fonte: OBID




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