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Cigarro, o vilão do sistema vascular   Artigos sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Cada década de nossa vida tem um foco diferente. Em geral, a fase da adolescência é o momento da diversão e das descobertas - que é quando muitos acabam experimentando o cigarro e adquirindo a dependência, tão difícil de largar.

Depois vêm os 20 anos, geralmente voltados aos estudos e à colocação profissional e seguidos por uma década de intensa dedicação ao trabalho. E só na década seguinte, dos 40 anos, que os efeitos do fumo começam a ser percebidos, ainda mais se somados a outros maus hábitos muito comuns, como o estresse, o excesso de trabalho e o sedentarismo. O problema é que muitas vezes esses efeitos só são sentidos quando é tarde demais para tratá-los.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo de tabaco é o principal causador de mortes evitáveis. Responde diretamente por quase 5 milhões de mortes ao ano no mundo - número que deve chegar a 10 milhões em 2020 se o padrão de fumo continuar como é hoje. Daí a importância da conscientização de todos (crianças, adolescentes e adultos) no Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto.

Dentro da tendência da medicina moderna, de enxergar o paciente como um todo, o cigarro é de fato um vilão inigualável, pela extensão de males que é capaz de causar. Traz problemas cardiovasculares, diversos tipos de câncer e enfisema pulmonar, além de problemas estéticos, como envelhecimento precoce da pele e da voz. E nem os fumantes passivos nem os “sociais” (que dizem consumir cigarros apenas em festas) estão livres disso. Especificamente na área vascular, o fumo interfere na microcirculação sangüínea, já que os glóbulos vermelhos têm mais afinidade pelo monóxido de carbono do que pelo oxigênio.

É por isso que, durante o tratamento de problemas vasculares, também se segue a tendência multidisciplinar, combinando reeducação alimentar, prática de esportes no mínimo três vezes por semana e, é claro, incentivo ao abandono do cigarro. Quando o fumante percebe as melhoras na qualidade de vida depois de deixar o cigarro, fica mais fácil evitar recaídas. E há o efeito multiplicador, ao se evitar que ele se torne um mau exemplo para outros jovens que, na fase da experimentação, não sabem os problemas que o cigarro lhes reserva.
Kasuo Miyake é cirurgião vascular com doutorado em Cirurgia pela USP.
Autor: Paraná On-line
Fonte: OBID







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