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A verdade sobre os remédios para emagrecer   Artigos sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Eles prometem diminuir o apetite, acelerar a queima de gordura e, conseqüentemente, causar o emagrecimento. Tudo isso em pouco tempo. Parece maravilhoso para qualquer pessoa que queira diminuir as medidas, mas eles devem ser tomados com cautela.

Uma pesquisa realizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em abril de 2007 aponta o Brasil como o maior consumidor mundial de remédios para emagrecer. Segundo a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), de 2001 a 2005 o número de usuários dessas substâncias dobrou no país, passando de 1,5% para 3%.

Visando esse crescimento acelerado, em janeiro de 2008 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabeleceu regras mais rígidas para a comercialização e consumo de remédios para emagrecimento. A quantidade passou a ser limitada à receita e as doses máximas de cada substância também diminuíram. O intuito é minimizar o consumo das anfetaminas no Brasil.

Mas qual é a verdade sobre estes medicamentos? Quais os benefícios? Que problemas podem trazer? Vale trocar a estética pela saúde? Não é preciso pesquisar muito para saber os males das “pílulas mágicas”. Sempre há alguém conhecido que já se submeteu a um tratamento desse tipo. O abuso do medicamento pode causar dependência química, ansiedade, crises de pânico e, em alguns casos, agressividade e overdose.

“Existem três classes desses remédios. Não há contra-indicações, desde que eles sejam bem administrados e não haja abuso na posologia. O ideal é começar com uma dosagem baixa e analisar o perfil do paciente para saber suas necessidades. Adolescentes, idosos, grávidas, mulheres no período de amamentação e pacientes com problemas psiquiátricos não devem tomar esses tipos de medicamentos”, alerta a Cláudia Cozer, Doutora em Endocrinologia pela USP e Diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica - ABESO.

A primeira classe é formada pelos anoxerígenos ou catecolaminérgicos, os famosos inibidores de apetite. “Eles agem no centro da fome, liberando noradrenalina e diminuindo o apetite. Fazem parte deste grupo a anfepramona, o fenproporex (Desobesi-M) e o mazindol. Sua utilização pode deixar as pessoas mais agitadas. Por isso, não é recomendada para pacientes com problemas psicológicos, como bipolares e depressivos”, explica a endocrinologista.

Tais remédios realmente tiram o apetite, fazendo com que os usuários cheguem a pular refeições e passem longas horas sem comer. Quando usados adequadamente, eles apresentam poucos efeitos colaterais, mas o abuso pode causar dependência. Os inibidores de apetite são encontrados em farmácias e possuem tarja preta. Portanto, só podem ser manipulados e comprados com prescrição médica.

O segundo grupo estimula a saciedade. Ao invés de liberarem noradrenalina, eles trabalham com a serotonina, como a fluoxetina, por exemplo. “Esses componentes trabalham mais com a parte emocional, pois além de funcionarem como antidepressivos, diminuem compulsão, vontade de beliscar, comer doces e carboidratos. São indicados para mulheres muito ansiosas”, afirma a especialista. Nestes casos, o ideal é procurar um terapeuta ou psiquiatra, pois a pessoa desconta o nervosismo e a ansiedade na comida. Através de terapias, o problema pode ser amenizado.

O terceiro grupo é o dos bloqueadores de absorção intestinal de gorduras, que são os menos procurados. Eles impedem que o organismo absorva toda a gordura que foi consumida, eliminando-a por meio das fezes. Um exemplo deste medicamento é o Xenical, à base de Orlistat. “Quando está fazendo um tratamento à base deste medicamento, o paciente deve ficar atento à quantidade de gordura ingerida, pois pode correr o risco de ter uma diarréia repentina”, conta Cláudia Cozer.

Os efeitos colaterais costumam ser os mesmos para todas as classes desses remédios. Tanto os catecolaminérgicos como os serotoninérgicos causam sono ou insônia, diminuição da libido, boca seca, nervosismo, obstipação intestinal, desconcentração, fraquezas momentâneas, ansiedade e taquicardia. Para controlar esses últimos sintomas, os médicos costumam associar os medicamentos a ansiolíticos.

Vale ressaltar que os especialistas devem recomendar essas cápsulas apenas aos pacientes com IMC acima de 30 kg/m2 ou acima do IMC 25 kg/m2, quando eles apresentam também alguma co-morbidade associada à obesidade, como diabetes ou hipertensão. Além disso, seu uso só pode ser feito após prescrição médica.

Confira alguns tipos de remédios auxiliares na perda de peso:

Sibutramina – Possui outro mecanismo de ação, pois age nos dois centros (serotonina e noradrenalina). Já foi testado em todos os tipos de pacientes, por isso tem uma abrangência maior. Sua dosagem deve ser entre 10 e 15 mg diárias. Existem dois tipos: subtramina anidra e cloridrato monoidratado de sibutramina. Ainda não há estudos que comprovem a eficácia da subtramina anidra, além de ter origem desconhecida. Por isso, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe a sua importação no Brasil.

Anfepramona – É potente na diminuição do apetite e um dos que provocam menos efeitos colaterais. Age no núcleo do hipotálamo para inibir a fome. Estudos comprovam que tem grande eficácia, mas apresenta altos índices de dependência quando usado em exagero. As doses diárias são até 120 mg, divididas em duas vezes ao dia. Pode ser encontrado na fórmula de remédios, como Dualid S, Hipofagin S e Inibex.

Topiramato – Surgiu no mercado como um anticonvulsivante, aliado no combate à epilepsia infantil e enxaqueca. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatra da UFRJ e Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (Iede) comprovou que este medicamento diminui em até 70% a compulsão alimentar. Ao contrário do que muitos pensam, a compulsão alimentar vai além do ato de devorar um pacote de biscoitos. Esse transtorno, que atinge cerca de 30% dos obesos, consiste no descontrole do consumo de muitos alimentos rapidamente. Geralmente essas pessoas comem escondidas das outras, no mínimo duas vezes por semana e acabam passando mal depois. O abuso desse medicamento pode causar até anorexia. Seu nome nas farmácias é Topamax.

Rimonabanto - Em abril de 2007, a ANVISA aprovou o registro de um remédio que prometia mexer nas estruturas corporais. O Acomplia ou pílula antibarriga, à base de Rimonabanto, como é chamada, é usada no tratamento da gordura localizada na região da cintura. Mas, ao contrário do que pensam, não é milagre. A pílula tem contra-indicações e efeitos colaterais. Ela só deve ser usada em casos de obesidade e não para aquela barriguinha saliente, que se forma por questão de dois ou três quilinhos. De qualquer forma, mais de 50% dos brasileiros se encontram neste quadro e, para eles, o remédio pode ser muito eficiente. As pessoas que têm a circunferência acima de 80 cm são fortes candidatas ao medicamento. Em média, se tomado corretamente, o Acomplia promete reduzir até oito centímetros ao redor do abdômen em um ano. Mas ele não é mágico. Para que funcione, é preciso conciliar dieta com exercícios.

Obs.: Estes princípios ativos são encontrados com diferentes nomes comerciais.

Autor: Helena Dias
OBID Fonte: Agência MBPress







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