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Tráfico cobra pedágio no Vidigal   Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


A disputa pelo controle do tráfico no Morro do Vidigal, em São Conrado, impôs toque de recolher aos moradores. Por determinação de traficantes, a comunidade está sendo obrigada a chegar à favela até as 19h. Após o horário estabelecido pelo tráfico, a entrada só é permitida em moto-táxis e de Kombis. Com medo, algumas pessoas estão se mudando da favela. Desde a noite de terça-feira, o Vidigal está sob domínio da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). A favela era controlada pela facção Comando Vermelho (CV), que foi tomada por traficantes da Rocinha.

Para entrar no Vidigal depois das 19h e até a meia-noite, segundo denúncias da comunidade, o morador é obrigado a pagar R$ 1,50 além do valor pago ao moto-táxi, que, durante a madrugada, cobra R$ 2 pelo transporte. As Kombis, durante a noite, cobram R$ 1,60 para entrar com o morador na favela. Depois do horário de recolhida, a entrada a pé no morro está proibida.

Fica difícil para o morador que trabalha fora. Temos que pagar para entrar na favela todos os dias. Ficamos reféns da condução - disse uma moradora que costumava a fazer o trajeto até sua casa a pé.

Moradores da favela denunciam que o toque de recolher foi imposto pelo tráfico na segunda-feira. Outra moradora, que pediu para não ser identificada, contou que os traficantes estão à espera de um novo confronto. Os traficantes - que se renderam à facção ADA - temem um ataque dos dissidentes.

Todo mundo está apavorado. Disseram que não é para ficar na rua e avisam que vai ter tiroteio - conta a moradora.

Além da preocupação de que bandidos invadam a favela, a comunidade convive com medo de balas perdidas.

Não podemos ficar dando sopa. Escureceu, tem que ir para casa. Ninguém que se sujeitar em correr o risco de ser baleado - explica a moradora.

As favelas do Vidigal e da Rocinha tinham se tornado rivais, em abril, quando a segunda aliou-se ao ADA. Há quatro dias, desde quando o tráfico do Vidigal rendeu-se ao ADA, os moradores da favela já estão escutando as gírias usadas pela nova facção criminosa.

Antes, eles (os traficantes) se saudavam dizendo "É nóis". Agora, trocaram para "É a gente" - disse a moradora.

Ontem, a favela amanheceu, mais uma vez, com as pichações de adesão à facção ADA. No dia anterior, as inscrições tinham sido sido cobertas com tinta. Segundo moradores, o Vidigal foi invadido por homens da Rocinha ligados a Irapuan David Lopes, conhecido como Gangan. O traficante é o chefe da venda de drogas em favelas do Complexo de São Carlos, no Rio Comprido. Outra versão investigada é á de que a adesão do Vidigal ao ADA aconteceu em um acerto de contas entre bandidos da própria comunidade.

O comandante do 23º BPM (Leblon), coronel Jorge Braga, disse que não foi informado pela comunidade sobre o toque de recolher.

Na tarde de ontem, um grupo do Vidigal também relatou à Comissão de Direitos Humanos da Alerj que moradores estão sendo obrigados a seguir o toque de recolher. O deputado Geraldo Moreira, presidente da comissão, disse que vai hoje pessoalmente até o Vidigal para confirmar as informações da comunidade.

É preciso garantir a liberdade de ir e vir - indigna-se Moreira.

O deputado disse que também quer saber da comunidade sobre a atuação do policiamento na região durante a visita que fará ao Vidigal. Desde abril, segundo o coronel Braga, o Vidigal está ocupado por 70 policiais militares. Na Rocinha, o policiamento é de 60 homens. Segundo policiais, os traficantes Eugênio dos Santos Costa, o Lion, e Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-te-vi, que controlam o tráfico na Rocinha, teriam participado da tomada do Vidigal.

Se a polícia está na favela é porque os moradores estão amedrontados - diz o deputado.
Fonte: BOL







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