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Marinha descobre militares envolvidos com o tráfico  Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Os responsáveis pelo desaparecimento do capitão-tenente da Marinha Francisco Hilder de Paiva Moreira Júnior, de 32 anos, podem ser militares lotados na Base Aeronaval de São Pedro D’Aldeia. A informação, obtida pelo Centro de Inteligência da Marinha (CIM), pode não só esclarecer o caso, como ajudar a desmantelar um grupo de oficiais, policiais civis e militares envolvidos com o tráfico de drogas na cidade. Francisco desapareceu de seu apartamento, na Tijuca, em janeiro de 2001. As investigações sobre o sumiço do militar e o tráfico estão sendo feitas sigilosamente.

Francisco desapareceu após denunciar superfaturamento na compra de móveis para a Escola Naval. A Marinha investiga ainda a suspeita de que ele estava envolvido com o tráfico.

Por medida de segurança, comandante foi transferido

A informação que ligaria militares da base de São Pedro D’Aldeia ao oficial desaparecido foi obtida há um mês. Numa conversa ouvida e gravada por um investigador da Marinha, dois marinheiros disseram que o comandante da Base Aeronaval de São Pedro D’Aldeia, capitão-de-mar-e-guerra Maurício Maia Gomes da Silva, poderia ter o mesmo fim de Francisco, caso continuasse a ser linha-dura com seus subordinados.

O comentário dos marinheiros foi provocado pelas medidas adotados pelo comandante, logo após tomar conhecimento de que militares lotados em São Pedro D’Aldeia estavam fazendo tráfico tanto dentro da base como fora dela. Maurício Maia passou a fiscalizar rigorosamente seus subordinados, que eram mandados para a prisão, por até 30 dias, caso não estivessem, por exemplo, com o uniforme em ordem ou com os cabelos cortados em estilo militar. As medidas causaram insatisfação na tropa. Por precaução, o comandante foi transferido.

O tráfico feito por militares foi descoberto pelo CIM. Segundo os investigadores, um restaurante na cidade servia de base para o grupo. A movimentação foi toda filmada.

A suspeita de que o tráfico estaria por trás de mortes de militares não é nova na Marinha. O CIM está investigando também o assassinato do suboficial João Araujo Filho, de 41 anos, em 15 de janeiro passado, por enforcamento, nas imediações da Base Aeronaval de São Pedro D’Aldeia. João Araújo já tinha investigado o envolvimento de oficiais com o tráfico de drogas. Ele foi a quarta pessoa a morrer após investigar a venda de drogas dentro de quartéis e embarcações da Marinha.
Fonte: O Globo







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