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Exame toxicológico tira dúvidas de familiares sobre uso de drogas  Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Avaliação detecta o nível de intoxicação e se o indivíduo é poliusuário
Daniel Freitas

De olho nos filhos adolescentes que começam a se comportar de maneira diferente, os pais desesperados logo suspeitam se tratar de envolvimento com drogas. Em torno do assunto, é comum que a família fique pensando: "Eu acho" ou "Eu não acho" que ele está usando drogas. Para desfazer a dúvida e ultrapassar o terreno dos "achismos", um exame toxicológico (mesma técnica do exame antidoping) pode detectar, através da coleta da urina da pessoa em questão, a presença da substância sob suspeita, seja ela maconha, LSD, crack ou cocaína. O exame também verifica, com base em parâmetros científicos, o nível de intoxicação e se o indívíduo analisado é poliusuário, ou seja faz uso de mais de um tipo de droga (dependência cruzada).

O terapeuta Carlos Alberto Leandro, especializado em dependência química, explica que o exame toxicológico é uma ferramenta de trabalho que faz parte do tratamento do usuário de drogas, tendo como um de seus objetivos dar por encerrada a dúvida dos pais. "Até mesmo porque quem usa drogas apresenta o discurso da negação. Nega ou pelo menos omite". Além disso, quando os pais percebem a diferença de comportamento dos filhos e ficam em dúvida, muitos tendem a querer confiar na palavra do filho, que continua a negar. Com essa vontade de confiar, acabam contribuindo para que o filho se envolva ainda mais com as drogas - daí a importância do exame para esclarecer a situação.

Entre os usuários de drogas, estima-se que entre 10% e 20% deles se tornam dependentes, principalmente na adolescência, a fase considerada mais vulnerável a esse tipo de problema. Dados do Centro Brasileiro de Drogas Psicotrópicas (Cebrid) revelam que 80% dos estudantes de 1º e 2º graus já usaram álcool pelo menos uma vez na vida e cerca de 40% já experimentaram o tabaco. Na carona desses números, uma pesquisa realizada em Porto Alegre demonstra que as substâncias psicoativas mais usadas entre jovens adolescentes de 1º e 2º graus da rede pública são as drogas lícitas, como o álcool (85% de incidência) e o tabaco (44%). Em seguida, aparecem os voláteis (16%), a maconha (14%), os tranqüilizantes (10%), os anorexígenos (8%) e a cocaína (5%).

A possibilidade de ver um filho usando drogas desperta intensa preocupação, até mesmo em função das "inovações" - a maconha que sofreu variações genéticas em laboratório é oito vezes mais potente que a nativa, causando maiores danos. Antes de submeter um adolescente a um exame toxicológico, o terapeuta Carlos Alberto Leandro explica que o contexto do tratamento inclui uma conversa franca com o próprio e com seus pais, a fim de avaliar a dimensão do problema. E isso é importante, inclusive, porque não está descartada a possibilidade de os pais estarem enganados. Às vezes, o filho volta da natação e, por conta do cloro da piscina, está com os olhos vermelhos. Assim, os pais acham que ele está usando drogas apenas por conta disso, quando na verdade ele pode não estar.


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Dependência surge geralmente na adolescência


O exame toxicológico é realizado sob o mais absoluto sigilo, com a preservação do nome da pessoa analisada. Quando o exame acusa a presença de alguma substância tóxica, a reação da família costuma ser a pior possível. "Os pais argumentam que não estão preparados para lidar com essa questão. De modo geral, admitem que o vizinho ou o parente use drogas, mas nunca o próprio filho", comenta Carlos Alberto Leandro, que já trabalha com dependência química há 30 anos. Por outro lado, se o resultado der negativo, o adolescente que antes estava na mira da desconfiança dos pais pode reconquistar o seu espaço na família, assim como sua auto-estima e credibilidade. O mesmo se dá quando ele consegue se tratar e vencer a dependência.

As relações de dependência com as drogas, geralmente, surgem na adolescência, embora a curiosidade pelo assunto já comece a ser despertada ainda na infância, tamanho o volume de informações sobre o tema que as crianças já têm acesso através da televisão e da própria família. Submissão é a palavra-chave para caracterizar o estado de uma pessoa (adolescente ou adulta) dependente de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. O indivíduo simplesmente fica submetido à necessidade de uso da droga sistematicamente, sempre em busca de uma sensação momentânea de prazer.


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PALESTRA

A clínica Viver Espaço Terapêutico promove hoje, às 20h, palestra gratuita intitulada Exame toxicológico: O que a família precisa saber? O evento é voltado aos pais, que poderão ouvir mais um pouco sobre a importância do exame no monitoramento do tratamento. A palestra será proferida pelo terapeuta Carlos Alberto Leandro no Centro Comunitário da Pituba (Alameda Verona, nº 158, Parque Júlio César, Pituba, no fundo da Apae). As vagas são limitadas. Maiores informações pelo telefone 3345-6084.
Fonte:Correio da Bahia







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