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Inclusão social para usuários de drogas   Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Com a assinatura do convênio que oficializa a Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti – ARD/FC, extensão permanente do Departamento de Medicina da Universidade Federal da Bahia - Ufba, com a Secretaria Municipal da Saúde - SMS, a rede pública visa ampliar a oferta de atendimento clínico voltado para o dependente químico e usuário de drogas. A partir do dia 20/08, a ARD/FC vai integrar o Programa Saúde da Família - PSF e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde - Pacs.

O objetivo é capacitar 250 agentes para que se tornem redutores de danos relacionados ao uso de drogas, de forma que se aumente a cobertura desse público na cidade, até que o atendimento esteja plenamente integrado na chamada atenção básica. “O atendimento na rede pública não é suficiente, embora o Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – Cetad, e o Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas – Caps/AD, funcionem bem”, avalia o Coordenador da ARD-FC, Tarcísio Andrade.

A entidade está criando um novo serviço no Hospital das Clínicas, um ambulatório onde será oferecido atendimento clínico para quem deseja parar de usar drogas. “Teremos a vantagem de estar ligados a um hospital geral, que poderá atender, por exemplo, pessoas com alcoolismo que tenham desenvolvido doenças como pancreatite, assim como poderá internar eventualmente aqueles com necessidade de desintoxicação”, diz. O serviço obviamente será gratuito e uma das poucas alternativas para pacientes com esse grau de dependência.

Parceria entre Secretaria da Saúde do Estado da Bahia - Sesab e Ufba, o Caps/AD procura oferecer assistência tanto ao usuário quanto à sua família. Atualmente, há cerca de 100 pacientes em tratamento, que também é feito ambulatorialmente em nível não intensivo. Funcionando desde julho do ano passado, o centro já cadastrou 228 pessoas nesse período. Quando acolhido, o paciente passa por uma avaliação baseada em três fatores de análise: o sujeito, a droga e seu contexto.

“Após analisado, cada caso terá um plano terapêutico individual. O objetivo é trabalhar a questão da droga, não só pela via da dependência, mas considerando os aspectos sociais da inserção do paciente na família e na sociedade”, explica Patrícia Von Flach, psicóloga, assistente social e especialista em saúde mental do Caps/AD, que capacita outras unidades no Estado. O tratamento só acontece quando o paciente procura a entidade.

Um dos eixos de trabalho é integrar comunidade e usuários, por meio de atividades lúdicas e oficinas. O Caps-AD oferece atendimento médico psiquiátrico e clínico, com seis psicólogos, dois terapeutas ocupacionais e profissionais de artes plásticas, música, terapia corporal e prevenção (atuando como redutores de danos). Para acabar com o estigma e o preconceito contra o usuário, jogos de futebol e aulas de capoeira, além de música, dança, arte, vídeo e trabalhos de prevenção de DST, Aids e drogas.

Outra alternativa para quem precisa de tratamento com internação – que visa tanto fazer uma desintoxicação, quanto desligar o paciente do contexto da droga e seu círculo de amizades – é procurar algumas das comunidades terapêuticas que, em geral, estão ligadas a igrejas e oferecem internação gratuita. Uma delas é a Comunidade Desafio Jovem Peniel, que fica em Dias d’Ávila, a 45 quilômetros de Salvador, onde se pode ficar por até seis meses, num cotidiano de trabalho e muito culto religioso – várias vezes ao dia.

Vinculada à Igreja Batista Peniel, que é baseada em Minas Gerais, a comunidade pode receber até 110 pessoas com idade superior a 16 anos, sem pendências com a Justiça e que tenham passado por um check-up médico. Medicação e acompanhamento psicológico ou psiquiátrico não estão entre os procedimentos a que os internos são submetidos, o que às vezes rende críticas ao perfil dessas comunidades, onde o índice de abandono do tratamento é grande.

Mas, para alguns, funciona. “Estou há 25 anos sem beber álcool, depois de ter passado por 22 internações em hospitais psiquiátricos, onde, aliás, aprendi a fumar maconha”, diz o Pastor Geraldo Majella.

Iniciativa contempla aspecto socioeconômico

A Rua Teotônio, no bairro de Fazenda Coutos III (subúrbio ferroviário), é um dos pontos de narcotráfico de Salvador em que a Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti – ARD/FC conseguiu chegar e onde vem realizando uma campanha de saúde que alia oficina, distribuição de seringas, preservativos masculino e feminino e folhetos. Anteontem, quando esteve no local com sua unidade móvel, 111 pessoas foram atendidas na Kombi, onde foram distribuídos 327 preservativos.

“Além da distribuição desse material, orientamos os usuários de crack a não compartilharem os cachimbos, assim como aos que usam cocaína aspirada a usar canudos individuais”, explica a socióloga Lília Araújo, Coordenadora do Projeto Comunidade. A cada dia da semana, uma Kombi e uma van da ARD-FC percorrem alguns bairros da cidade fazendo o mesmo trabalho, que inclui ainda caminhamento para testagem sorológica.

Se o clima no bairro é tenso por conta do tráfico de drogas, no barracão que a própria comunidade escolheu para fazer funcionar a oficina de serigrafia ele é de tranqüilidade e interesse. “Muita gente que está aqui não se falava e hoje aprendeu a conviver em grupo. A oficina serve para a gente ver que quem usa drogas nem sempre é má pessoa e serve como um começo profissional para quem não tem muita oportunidade”, diz Rosevany Dantas, 20 anos, que não é usuária de drogas, mas participa há um ano das oficinas oferecidas pela ARD/FC.

Um dos contatos que facilitam o trânsito dos representantes da entidade pelos domínios dos traficantes é o morador Luís Cláudio, o Quarenta, que integra a ARD-FC como redutor. “Tem que ver que o usuário de drogas e o dependente não saem da barriga da mãe assim”, destaca. Por falar em barriga da mãe, a prevenção às DST/Aids virou assunto corriqueiro. “Todo mundo procura camisinha e fala normalmente do assunto hoje em dia”, garante Rosevany.

Somente 10% procuram ajuda

Segundo Tarcísio Andrade, da ARD-FC, 10% das pessoas que têm problemas com drogas procuram os serviços de saúde. “Essas instituições são importantes, mas privilegiar o tratamento é um equívoco. Desses 10% que chegam a procurar ajuda, um índice ainda menor consegue se manter sob tratamento”, afirma. O projeto Consultório de Rua, do Cetad, utiliza uma van para percorrer seis pontos de Salvador e prestar assistência. A equipe reúne psicólogo, médico, assistente social, educadores e agentes de saúde. O público-alvo são pessoas até 25 anos.

Serviço

Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas – (0xx71) 3336-1447.
Projeto Consultório de Rua/Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas - 3336-3322.
Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti - 3321-4888 z Comunidade Desafio Jovem Peniel - (0xx71) 3625-1659 Centro de Recuperação Esquadrão Redentor - (75) 3625-9338. F. de Santana
Comunidade Terapêutica Valentes e Gideões - (71) 3298-4803 (Simões Filho).
Centro de Dependência Química Vila Serena - (71) 3378-1535 (Lauro de Freitas).
Autor: A Tarde- BA
Fonte: OBID







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