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Dependentes sero tratados pelo Sistema nico de Sade - PA  Notcias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Dependentes qumicos que necessitam de internao para tratamento da doena agora podero fazer isso pelo Sistema nico de Sade - SUS. Com um investimento de quase R$ 2 milhes, garantidos por uma emenda parlamentar e recursos da Secretaria Executiva de Sade - Sespa, o Governo do Estado do Par inaugura em maio a primeira Clnica de Internao para Dependentes Qumicos, com capacidade para 20 leitos. Localizada na Marambaia - PA, a clnica atender a uma demanda at ento a cargo apenas de entidades particulares ou ONGs assistenciais.

Sabemos que ainda pouco para a demanda do Estado, mas um comeo, diz Maria da Glria Ferreira, Coordenadora Estadual do Programa de Sade Mental ao qual a clnica estar vinculada. O novo espao ir receber pacientes com idade a partir de 12 anos, por meio de demanda espontnea e tambm encaminhados pelas unidades da rede de ateno sade. Ser a referncia estadual para o atendimento de dependentes qumicos que necessitem tambm de procedimentos de desintoxicao pelo uso de lcool ou outras drogas, complementando o atendimento j realizado em Centros de Ateno Psicossocial de lcool e Drogas - CAPS-AD em funcionamento no Estado, ambos em Belm - o Centro de Preveno e Recuperao de Dependentes Qumicos - Cenpren e a Casa Mental AD.

A equipe contar com seis psiclogos, trs psiquiatras, seis clnicos especializados em sade mental, quatro terapeutas ocupacionais, seis assistentes sociais, dois nutricionistas, dois educadores fsicos, nove enfermeiros, 25 tcnicos em enfermagem, pessoal de apoio e administrativo. O funcionamento ser em sistema de 24 horas, com atendimento emergencial a pacientes com sndrome de abstinncia aguda, psicolgica e em estado psictico induzido por substncia.

O projeto da clnica foi feito em colaborao entre equipes da Coordenao Estadual de Sade Mental, Cenpren, Hospital de Clnicas e Secretaria Executiva de Trabalho e Promoo Social - Seteps. uma metodologia inovadora dentro do SUS, porque at ento s se tinha esse tipo de servio em instituies privadas. O formato do tratamento que ser aplicado na clnica se baseia nas diretrizes do SUS, consolidadas pela Reforma Psiquitrica, diz a Diretora Tcnica da Sespa, Roseana Nobre.

Ainda que seja pautado pela internao, a Coordenadora Estadual de Sade Mental diz que a inteno foi descaracterizar o novo servio da idia de um hospital e prestar um atendimento integral. Normalmente esses pacientes eram encaminhados para o Hospital de Clnicas para serem tirados da crise, porque quando chegam ao sistema de sade, j chegam com um quadro de transtorno mental provocado pela droga. Mas depois desse atendimento, faltava um apoio para que esse paciente pudesse no recair. A funo da clnica ser complementar uma rede de servios de atendimento de sade mental, diz Maria da Glria.

Participao da famlia essencial para que o tratamento tenha sucesso

O primeiro princpio para o atendimento na clnica, diz o Diretor Operacional da Sespa, Gilfrei Mcola, ser o desejo do paciente de buscar ajuda. L ele passar pela avaliao de uma equipe multidisciplinar que vai definir um plano de tratamento, que inclui oficinas teraputicas, palestras educativas, apoio psicossocial, atividades em grupo e ateno famlia, que encaminhada a grupos de assistncia. Quando o paciente adoece, isso acontece dentro de um contexto social, dentro da famlia. Se a famlia no for tratada junto, ou melhor, o grupo de convivncia, o paciente volta para a dependncia qumica, diz Maria da Glria Ferreira.

Gilfrei Mcola completa: O paciente que manifesta uma dependncia qumica normalmente o que chamamos de paciente identificado. aquele que vai absorvendo uma srie de problemas e acaba desenvolvendo os sintomas dessa disfuno na famlia na forma de uma dependncia qumica. A famlia sempre muito importante tambm para se entender o que fez com que aquele paciente chegasse at a droga.

A equipe no trabalha com metas de atendimento, porque no h expectativa de tempo para alta. Mas a idia que um paciente fique no mnimo 15 dias e no mximo dois meses na clnica, passando depois a ser acompanhado em visitas domiciliares e outros servios da rede de sade mental, como o Cenpren. No interessante tambm fazer com que o paciente passe muito tempo na clnica para que ele no transfira a dependncia para a clnica e para os terapeutas. No essa a idia. A idia ajud-lo para que ele possa se autogerir, tocar a vida, diz a Psicloga Dircilia Hage.
Fonte: O Liberal







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