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Palestra mostra efeitos da bebida alcoólica  Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo. No Brasil, a tragédia pessoal está cada dia mais antecipada. Conforme estatísticas do Ministério da Saúde (MS), ele está presente em 25% dos suicídios, 50% dos homicídios, 50% das mortes no trânsito, além de ser responsável por 10% das faltas ao trabalho e estar envolvido em 90% das internações psiquiátricas.

Esse foi o tema da palestra realizada pelo grupo de Alcoólicos Anônimo (AA) na tarde desta sexta-feira (19), na sede da Prefeitura Municipal de Cuiabá (PMC), com o objetivo de alertar funcionários e a comunidade em geral para o problema.

Segundo o diretor de Gestão da PMC, Leonardo de Oliveira, essa é a primeira de uma série de exposições que acontecerão às sextas-feiras, em que todos os 13 mil funcionários – cerca de 800 trabalham no prédio central - serão convidados a participar, assim como a comunidade local. “Pretendemos trazer policiais para explicarem, por exemplo, a melhor maneira se posicionar diante de um assalto dentro de uma agência bancária ou seqüestro relâmpago”.

A técnica em segurança do trabalho, Elisabeth Spinelli, afirma que a melhor maneira de se prevenir determinados tipos de situações nocivas é através da educação, por isso também faz parte do cronograma do setor uma palestra com o Corpo de Bombeiros, que falará sobre combate a incêndios e meios de evitar acidentes no ambiente de trabalho ou doméstico. “Nossa preocupação abrange ainda informações sobre o Estatuto da Criança e Adolescência (ECA), prevenção ao câncer e dicas de saúde bucal”.

A representante do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-MT), Rúbia Martins, explicou sobre a importância de montar nos municípios as gerências de prevenção primária, para atuar em escolas, centros comunitários, igrejas, grupos de idosos e demais associações de moradores.

“Hoje temos 13 cidades com o conselho, mas o serviço tem sido ampliado para todas as regiões pólos do Estado”. Outro objetivo do órgão é fazer um levantamento de bens apreendidos do narcotráfico, uso e abuso de drogas, até mesmo para utilizar nortear a realização de campanhas.

Um dos participantes do A.A., André (nome fictício), disse que existem 5 mil grupos de apoio no Brasil, sendo 41 em Mato Grosso e 17 entre Cuiabá e Várzea Grande. Estima-se que 2 mil pessoas freqüentem regularmente, a maioria homens, com faixas etárias que variam entre 18 a 65 anos.

As recaídas em geral acontecem no primeiro ano, época em que nem todos aceitaram a doença e os 12 passos da entidade para obter o restabelecimento físico, moral e espiritual. “O papel da família é de extrema importância, isso inclui tratamento da mulher (no caso do homem alcoólico), mãe ou pai e até dos filhos”.

Ele afirmou que o problema não escolhe classe social, idade ou nível de escolaridade. Qualquer um está exposto, homens ou mulheres. O importante é conscientizar as pessoas para que evitem situações que incentivem a criança a experimentar.
“Quem já ouviu falar que o pai molhou a chupeta no copo de cerveja, de brincadeira, só para todo mundo ver a careta que o bebê faz? Ou ainda aquele que forçou, psicologicamente, o menino a tomar o primeiro gole para provar masculinidade?”. O problema é que hoje a bebida alcoólica é oferecida até em festinha de um ano.

Doença progressiva e inexplicável - Estudos desenvolvidos no mundo inteiro tentam explicar o alcoolismo, mas ainda não há resultados conclusivos sobre a doença: se ela é genética ou causada apenas por aspectos psicológicos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que é uma doença incurável de determinação progressiva e fatal até mesmo em períodos de abstinência. De 10% a 15% da população mundial está entre os dependentes, praticamente um caso de saúde pública.

Antônio (nome fictício), 26, comerciante autônomo, nunca se imaginou fazendo parte das estatísticas. Negou a doença até o momento em que já não conseguia levantar da cama sem tomar antes um gole de pinga, isso aos 23 anos de idade. A vontade de experimentar começou aos 12 anos, nas festas da escola. Da cerveja, passou a consumir as destiladas com refrigerante. Aos poucos aumentou a dose, depois a freqüência das bebedeiras.

Já com 18 anos, além de álcool, usava maconha, cocaína, haxixe, benzina e pasta base. “Cheguei ao fundo do poço como ser humano, ninguém mais acreditava em mim, a família perdeu a esperança, não parava mais em nenhum emprego e as meninas fugiam, só fui arranjar namorada agora, restabelecido”. Ele faz parte do A.A., completamente sóbrio e feliz.

O funcionário da prefeitura Carlos (nome fictício), 66, teve problemas com o álcool há 23 anos atrás, época em que bebida praticamente todos os dias, tinha um comportamento agressivo e perdas de memória. “Comecei a sentir tanta vergonha que resolvi pedir a Deus para me ajudar, nunca mais coloquei uma gota de bebida na boca, hoje sinto repulsa”.
Casos como o dele são difíceis de acontecer, por isso o apoio do A.A. é importante: (65) 3321-1020. A abordagem de um alcoólico deve ser sutil, para não agravar o problema.
Fonte:O Documento







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