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Ministro defende taxa para cigarro e bebida   Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem em Buenos Aires que estuda a criação de uma taxa sobre cigarros e bebidas alcoólicas, que seria destinada a um fundo de combate às doenças provocadas por essas substâncias.

“As indústrias que causam potencialmente dano à saúde são principalmente duas -cigarro e bebida alcoólica. Parece-me razoável cobrar algum tipo de taxa de quem consome esses produtos ou algum tipo de imposto sobre os produtores, que possa compor um fundo destinado a pesquisas, financiamento de programas de prevenção e também financiamento dos programas de assistência”, afirmou em uma entrevista na embaixada do Brasil.

Para Temporão, a medida se justifica porque o tratamento das doenças e acidentes provocados pelo tabaco e pelo álcool causam grande impacto econômico no sistema de saúde.

“O tabagismo tem um grande peso no desenvolvimento das doenças degenerativas. E o Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, ligado ao Planejamento, divulgou um dado que, com tratamento de saúde decorrente dos acidentes, o Estado gastou no ano passado R$ 5 bilhões. Então, além do sofrimento, morte e dor, também tem um impacto econômico importante”, afirma.

O ministro disse, porém, que a discussão do tema ainda é incipiente. “Os sanitaristas adoram a idéia; os economistas odeiam. Se você considerar que todo ano os brasileiros consomem 5 bilhões de maços de cigarro e imaginar que você possa agregar ao preço de um maço um valor que contemple um fundo unicamente destinado ao tratamento das doenças, ao financiamento das pesquisas, me parece uma idéia bastante interessante”, afirmou.

Temporão ressaltou que o Brasil tem um dos preços de cigarros mais baixos do mundo, mas disse que mesmo assim o país foi o que mais reduziu o fumo nos últimos 15 anos.

A proposta de criação da taxa é um novo passo de Temporão no combate ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Ontem, o ministro voltou a defender sua iniciativa de criar normas restringindo a publicidade de bebidas. “No Brasil, hoje há um código de auto-regulamentação publicitária, mas na avaliação do governo, no caso da bebida alcoólica, esse código não está cumprindo a sua missão”.
Fonte: Folha de São Paulo - SP - OBID







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