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Faltam tratamentos adequados, diz Abead  Notícias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Folha de Londrina
Governo anuncia criação de 3,5 mil leitos especializados para tratar usuários. Apenas cidades com mais de 200 mil habitantes serão beneficiadas.

O governo federal anunciou ontem a criação de 3.508 leitos em enfermarias especializadas para usuários de crack. A portaria 121/2012, do Ministério da Saúde, determina que as unidades deverão tratar os usuários internados de maneira voluntária por até seis meses.

A medida, entretanto, gera questionamentos, uma vez que apenas municípios ou regionais de saúde com população igual ou superior a 200 mil habitantes poderão solicitar o auxílio financeiro para a implantação das unidades de acolhimento para adultos.

Essa modalidade vai atingir apenas oito cidades paranaenses (Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel, Colombo e São José dos Pinhais) - 3% do total.

Já para a modalidade infantojuvenil, somente os que tiverem população igual ou superior a 100 mil habitantes poderão fazer a solicitação. No Paraná, apenas 5% dos municípios do Estado (18 no total) se adequam às exigências.

Os municípios que não se enquadrarem nessas características vão depender de um consórcio para poder solicitar adesão ao programa federal.

De acordo com a portaria, até 2014 devem estar em funcionamento mais de 400 unidades de tratamento para internos adultos e 166 para o público de 10 a 18 anos. A previsão é atender os dependentes em situação de vulnerabilidade social e familiar.

'Os benefícios não podem ser restritos aos grandes municípios. O problema é grave e chega às cidades pequenas de todo o Brasil. Por causa do crescimento do uso da droga, a demanda por tratamento é imensa e é verificada nas mais diferentes classes sociais', destacou a psiquiatra Carla Bicca, da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead).

O aumento no consumo de crack e cocaína no Paraná não é diferente do restante do Brasil. Esse crescimento foi apontado pelo estudo 'Observatório do Crack: Informações sobre o Crack nos Municípios Brasileiros', divulgado no ano passado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A pesquisa mostra que 98% dos 4.430 municípios - do total de 5.565 pesquisados - apresentaram circulação de crack. De acordo com o levantamento, somente no Paraná, dos 349 municípios pesquisados, 319 apresentação circulação desse tipo de droga - 91% dos que participaram da pesquisa.

'Verifica-se esse crescimento no consumo há alguns anos. Além disso é uma droga barata, pois com um grama de pasta-base de cocaína, além da mistura com bicarbonato de sódio e água, se faz várias pedras de crack. O efeito é rápido e por isso, logo depois de consumida, o viciado quer novamente utilizar a droga. Com a cocaína o efeito pode demorar 20 minutos, no caso do crack, o efeito é imediato', declarou Carla.

E por causa desse aumento no consumo, ela ressalta que é necessária a implantação de atendimentos variados para os viciados. 'Não adianta somente investir em unidades específicas para usuários de crack. Temos que pensar mais amplo, o leque de alternativas para atender esta demanda deve ser maior. O que foi lançado ontem (novos leitos) está correto, mas não pode ser a única solução', disse.

A assessoria do Ministério da Saúde informou que a portaria pretende atender a maior quantidade possível de usuários de crack em todo o Brasil, e que ao todo serão investidos R$ 670 milhões nas enfermarias especializadas (unidades de acolhimento), que vão estar localizadas em hospitais gerais de todo o País.

Sobre como será feita a adesão, o MS afirmou que quem vai decidir onde deverá ser implantada uma nova unidade serão as secretarias Municipal e Estadual de Saúde, já que têm conhecimento maior da realidade em cada localidade. Os recursos que serão repassados deverão ser usados na adequação física, compra de equipamentos, capacitação de profissionais e implantação de pontos do Telessaúde nos hospitais. Os valores vão variar de acordo com as vagas ofertadas em cada cidade. Unidades com cinco leitos vão receber até R$ 18 mil; hospitais com seis a 10 vagas, R$ 33 mil; aqueles com 11 a 20 leitos receberão R$ 66 mil; e os maiores, com leitos entre 21 e 30, vão receber R$ 99 mil.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)







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