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Fabricantes de cigarro do Paraguai esto trazendo suas linhas de produo para o Brasil  Notcias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas


Fabricantes de cigarro do Paraguai esto trazendo suas linhas de produo para o Brasil a fim de escapar da intensa fiscalizao na fronteira. A suspeita foi confirmada pela Polcia Federal com a descoberta de mais duas fbricas clandestinas em solo brasileiro nos ltimos trs meses uma entre Curiva e Sapopema, no Norte do Paran, e outra entre as cidades de Estreito e Porto Franco, no Maranho. As duas unidades operavam com trabalhadores em regime anlogo escravido e com maquinrios avaliados em quase R$ 14 milhes.

O interesse na migrao das fbricas se deve ao imenso mercado consumidor brasileiro. Com cerca de 6 milhes de habitantes, o Paraguai consome apenas 30% do cigarro que fabrica, o equivalente a 3 bilhes de unidades por ano. Ou seja, 70% da produo do pas vizinho tem como um dos destinos o Brasil, onde entra ilegalmente, segundo a Associao Brasileira de Combate Falsificao (ABCF). O cigarro contrabandeado representa hoje 28% do mercado brasileiro, que consome 145 bilhes de unidades anuais.

O lucro exorbitante e a facilidade de escoar o cigarro a partir de unidades instaladas no Brasil tm atrado as fbricas ao pas, segundo o delegado responsvel pelo setor de operaes da Polcia Federal de Londrina, Elvis Secco. Os contrabandistas, diz Secco, trazem os insumos e os maquinrios do Paraguai. Depois de fabricado o cigarro, eles escoam o produto sem precisar passar por rodovias onde a fiscalizao mais rigorosa. muito mais fcil, conclui.

O representante da ABCF, Luciano Stremel, diz que o arrocho da fiscalizao na regio da fronteira, a partir da Operao Sentinela realizada em conjunto pela PF, Receita Federal, Polcia Rodoviria Federal e Fora Nacional de Segurana obrigou os contrabandistas a mudar de estratgia. Eles esto invadindo o territrio nacional, denuncia. Nos ltimos dois anos, segundo Stremel, sete fbricas ilegais foram localizadas no Brasil.

Como atuam na clandestinidade e no pagam imposto, os cigarreiros paraguaios tm um lucro de quase 90%. Eles burlam a carga tributria incidente no Brasil, que hoje de 70%, e trabalham com uma matria-prima bem mais barata e de qualidade inferior, se comparada brasileira. Enquanto uma carteira de cigarro paraguaio custa em mdia R$ 0,50, no Brasil a mais barata sai por R$ 3, conforme a Lei do Preo Mnimo, que entrou em vigor em maio deste ano.

Apreenses em 6 meses superam o total de 2011

O mercado pirata de cigarros continua em ascenso no Brasil. o que demonstra o valor das apreenses feitas no Paran e no Mato Grosso do Sul, as principais rotas de entrada e transporte ilegal do produto no pas. No primeiro semestre deste ano, houve aumento de 20% no valor do cigarro apreendido em relao a tudo que foi interceptado em todo o ano passado nos dois estados, de acordo com dados da Associao Brasileira de Combate Falsificao (ABCF).

O contrabando de cigarro envolve um exrcito de olheiros, batedores e transportadores. Somente em 2011, nas regies de Foz do Iguau, Guara e Cascavel, foram presas 336 pessoas e apreendidos 546 veculos usados para transportar o produto. A polcia encontrou ainda 41 depsitos e apreendeu 76.389 caixas de cigarro.

Fronteira

A caracterstica do contrabando no Mato Grosso do Sul diferente da existente no Paran por causa do tipo de fronteira. Como aqui a transposio ilegal feita pelo Lago de Itaipu, a maior parte das caixas de cigarros so deixadas em depsitos ao longo das rodovias e levadas em veculos pequenos. J no Mato Grosso do Sul, onde a fronteira seca, o grosso do transporte feito por carretas.

O contrabando que passa pelas rodovias sul-matogrossenses abastece principalmente os estados de So Paulo, Gois, Minas Gerais e Mato Grosso. Em 2011, foram presas 134 pessoas no estado, nas regies de Navira, Dourados, Ponta Por e Campo Grande, e apreendidos 185 veculos, a maioria carretas. O total de caixas de cigarro apreendidas chegou a 79.765.

O representante da ABCF Luciano Stremel diz que a fixao do preo mnimo do cigarro produzido no Brasil, no valor de R$ 3, em vigor desde o dia 1. de maio deste ano, contribuiu para aumentar o contrabando porque alguns consumidores procuram o produto paraguaio por causa do preo mais atraente. (GP)
Fonte: molinacuritiba
Fonte:INCA - Instituto Nacional de Cncer, Ministrio da Sade







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