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Adolescentes da cracolndia recebem anticoncepcional de longa durao em ao na capital paulista  Notcias sobre drogas e alcool - Site Antidrogas



R7
Mulheres mais pobres so as que menos usam anticoncepcionais
Agncia Estado

Iniciativas dentro do Estado que visam reduzir gravidezes no planejadas

Enquanto boa parte dos LARCs (anticoncepcionais reversveis de longa ao) no esto disponveis para a populao em vulnerabilidade, alguns programas tentam diminuir o nmero de gravidezes levando os produtos at as mulheres e adolescentes.

Um desses projetos o do Centro de Referncia da Sade da Mulher do Hospital Prola Byington, na capital paulista. Denominado projeto Gravius, desde o incio de 2014 fornece atendimento mdico s usurias de drogas, oferecendo tambm LARCs.

A iniciativa na capital paulista foi direcionada inclusive a moradoras da Cracolndia, em So Paulo, e reduziu, segundo o ginecologista Luis Carlos Sakamoto, que atua no projeto, casos de gravidezes indesejadas. Um total de 101 mulheres recebeu o implante subdrmico de etonogestrel, um dos mais eficientes e caros mtodos de contracepo de longa durao.

A vantagem deste tipo de produto que, aps implantado (com possibilidade de ser retirado), ele no necessita de disciplina da mulher, que muitas vezes se esquece de ingerir a plula. E segundo estudo apresentado, entre 10% e 40% das mulheres faltam na primeira consulta aps o nascimento do beb, o que pode ter como consequncia uma gravidez no planejada.

O custo da aquisio e da aplicao foi de R$ 60.933,30. Segundo os clculos da coordenao, cada gravidez de alto risco, na qual essas 101 mulheres se encaixariam, custa R$ 3.684,56. O total gasto pelo sistema de sade para atender essas mulheres durante a gestao seria de R$ 372.140,56, mostrando, de acordo com a instituio, que a utilizao das LARCs tambm um caminho para a diminuio de gastos desnecessrios no setor.

Fornecimento de anticoncepcionais

Em outra iniciativa, a Unicamp mantm, h 10 anos, o fornecimento gratuito de LARCs e de injeo hormonal trimestral. Segundo dados da Unicamp, a iniciativa preveniu entre 1.056 e 1.412 abortos inseguros, alm de evitar de 315 a 424 mortes infantis e entre 37 e 60 mortes maternas.

Tudo isso, dentro de um universo em que as mulheres mais pobres e com menor grau de instruo esto entre as que menos fazem uso de contraceptivos. Devido falta de orientao e de condies econmicas, neste tipo de gravidez 62% das crianas tm complicaes entre o nascimento e o primeiro ano de vida e mais de 32 mil morrem neste perodo no Brasil, segundo dados do International Journal of Womens Health.

Para apresentar o programa da Unicamp, o ginecologista Luis Guillermo Bahamondes, um dos que coordenam o projeto, participou do 3 Frum de Planejamento Reprodutivo, realizado na segunda-feira (27) em So Paulo. Ele afirmou que, junto com o procedimento, o trabalho busca conscientizar as mulheres e familiares para que algumas crenas errneas no prevaleam.

H alguns mitos que precisam ser superados para diminuir o problema da gravidez no planejada. Os mtodos no so proibidos para adolescentes; no obrigatria a solicitao de exames pr-colocao; a crena distorcida sobre efeitos adversos, sangramento anormal e aumento de peso tambm atrapalha.

Dentro da populao considerada socialmente vulnervel, 22% das gravidezes no planejadas no Brasil ocorrem em mulheres com at 19 anos. As usurias de drogas tambm representam parcela significativa deste grupo j que cada uma tem uma mdia de 3,4 gestaes.

Entre as mulheres vivendo com HIV, a taxa de gestao no planejada pode chegar a 70%. J a populao carcerria feminina, cuja maioria tem idade entre 20 e 35 anos, possui em mdia mais de dois filhos menores de 18 anos.







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