Uma Pergunta, Uma Resposta

Como agir quando o usuário nega estar usando drogas?


Negar a existência do problema é um comportamento comum entre os usuários abusivos de álcool e outras drogas. A negação não deve ser definida como um traço de personalidade do dependente, mas como uma recusa em admitir problemas, mesmo quando engano e mentira são conscientes.

Diante deste fato, é bastante comum que os familiares e amigos do usuário comecem a fazer acusações e a enfrentá-lo, colocando-o contra a parede e fazendo ameaças. A experiência mostra que este comportamento reforça as resistências, as racionalizações, as evasivas e as defensivas do dependente.

O terapeutas e especialistas mais atuais têm afirmado que o que leva a pessoa a mudar seus comportamentos é a motivação, que pode ser explicada como um estado de prontidão ou de avidez para a mudança. Ela pode oscilar de tempos em tempos ou de uma situação para outra, mas também pode ser influenciada por outras pessoas.

Por isso, o recomendável é evitar o confronto e explorar a ambivalência que geralmente está presente no dependente em relação ao seu comportamento. Ele tem fissura pelo consumo da droga e, ao mesmo tempo, apresenta insatisfação com isso e desejo de mudança.

A melhor maneira de fazer essa insatisfação vir à tona é adotar uma atitude de empatia, de compreensão, evitando acusações mas pontuando de modo claro os problemas que o comportamento do usuário está trazendo para si e para os outros, sem julgamento moral e sem receitas. Explorar com ele esse sentimento que no fundo o faz sofrer e discuti-lo com solidariedade.

É possível levantar dúvidas, aumentar a percepção da pessoa sobre os riscos e problemas do seu estilo de vida.

Acreditando que o usuário pesado, ou dependente, tem em si próprio, o germe do desejo de mudar, embora possa negar esta necessidade, aqueles que desejam ajudá-lo podem auxiliá-lo a inclinar a balança para este lado, evocando as razões para a mudança e os riscos da não mudança, com fundamento em fatos do cotidiano, fortalecendo a visão da possibilidade da mudança e de que existem recursos para isto.

É preciso escolher a pessoa mais adequada para esse tipo de conversa que, em geral, é aquela que tem uma relação de confiança, afeto e respeito com o usuário, e que deve ajudá-lo também a encontrar os caminhos, pessoais e profissionais para a sua recuperação.

Fonte:Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas) / NEAD - Núcleo Einstein de Álcool e Drogas do Hospital Israelita Albert Einstein








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