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(imagem reprodução)
Revista Amor Exigente
por Rosana Severino - Neuropsicóloga

Há uma idade certa para se ter um celular? Qual é o horário ideal para deixarmos nossos filhos adolescentes no computador? Estar em redes sociais, nos faz estar mais conectados e ter amigos?

 

Essas e outras milhares de perguntas, são fitas por pais, buscando entender, o que na verdade é saudável e o que já virou uma dependência.


Há uma ideia de que o celular seja um instrumento de aprendizado, de como se conectar com o mundo.


É importante saber por que os filhos precisam de um celular. Entre 10 e 11 anos de idade, não é uma necessidade. Talvez isso aconteça por segurança, por ansiedade dos pais ou por pressão dos filhos.


O ideal é atrasar o máximo possível o uso de tecnologias. E como fazer isso? Estreitar as relações familiares e principalmente proporcionar uma rotina saudável para seu filho desde a infância.


Qual o limite? Os pais devem estabelecer limites de horários, dias, montando uma rotina com os filhos e acima de tudo, não deve faltar diálogo. Os psicólogos afirmam que existe uma diferença entre intimidade e privacidade. Enquanto os filhos estiverem sobre responsabilidade financeira e sobre os seus cuidados, o pai tem o direito de saber senhas, quem o filho adiciona em suas redes sociais. A ação dos pais é criar hábitos saudáveis.


Um assunto importante a se colocar é que pesquisas mostram que o uso excessivo das tecnologias, ou seja, mínimo 2 horas por dia nas redes sociais, causa sintomas de solidão e mudança de comportamento.


O que causa essa hipnose? Segundo o psiquiatra e professor Cristiano Nabuco, a realidade digital se torna uma realidade paralela, na qual o adolescente encontra prazer, satisfação, reconhecimento e motivação, que dificilmente encontrará no mundo real.


Observa-se que pessoas que não saem da internet, já é detectado nos neurônios, as mesmas consequências que são observadas em usuários de drogas e álcool. Depois de 8 a 9 minutos de uso das tecnologias, existe a liberação de dopamina, o neurotransmissor do prazer, ligado a sensação de recompensa.


Para que possamos ter um argumento à altura do prazer pela tecnologia, devemos oferecer experiências tão boas quanto as que a internet ofereça.


Segundo especialistas, a geração que vem depois de 1995, é chamada de geração perdida. Quanto mais os adolescentes ficarem na internet, terão informações, mas estas informações não geram conhecimentos, pois nessa interação não há troca e o jovem acaba perdendo a habilidade de ler informação alheia, de lidar com emoções.


Falamos de prevenção, e das consequências do uso, mas quando vira dependência o que fazer? Quando chega nesse ponto, o melhor a fazer é buscar um grupo de ajuda e ou um especialista que possa ajudar e orientar o adolescente e a sua família.
Rosana Severino
Neuropsicopedagoga








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