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Sociedade

Como
falar aos jovens sobre drogas
Nos
dias de hoje, o adolescente recebe um bombardeio de informações
através dos meios de comunicação, que o deixam inteirado de
tudo o que se passa ao seu redor.
Ao se falar em droga, certamente vamos despertar sua curiosidade,
que deve ser utilizada para a formação de
conceitos sadios e exatos sobre as drogas e as desvantagens de seu
uso.
Pais e professores, devem, através de orientação segura e sem
nenhum alarme, criar a condição necessária para que o
adolescente se torne refratário aos assédios de maus amigos e
traficantes.
É na adolescência, ou pré-adolescência, que se deve dar maior
destaque a um programa de caráter educativo preventivo.
Devemos observar que os traficantes, sabedores que nesta fase se
consegue o viciado certo de amanhã, nos dias de hoje, estão
levando para o mundo das drogas meninos e meninas de até 9 anos,
portanto, o quanto antes iniciarmos nossa conscientização, não
estaremos cometendo exagero algum.
Como
saber se um jovem usa drogas
1
- Mudança brusca no comportamento;
2 - Irritabilidade sem motivo aparente e explosões nervosas;
3 - Inquietação motora. O jovem se apresenta impaciente, inquieto,
irritado, agressivo e violento;
4 - Depressões, estado de angústia sem motivo aparente;
5 - Queda do aproveitamento escolar ou desistência dos estudos;
6 - Insônia rebelde;
7 - Isolamento. O jovem se recusa a sair de seu quarto, evitando
contato com amigos e familiares;
8 - Mudança de hábitos. O jovem passa a dormir de dia e ficar acordado
à noite. Existência de comprimidos, seringas, cigarros estranhos,
entre seus pertences;
9 - Desaparecimento de objetos de valor, de dinheiro ou, ainda,
incessantes pedidos de dinheiro. O jovem precisa, a cada dia mais,
a fim de atender às exigências e exploração de traficantes, para
aquisição de produtos que lhe determinaram a dependência;
10 - Más companhias. Os que iniciaram no vício passam a fazer parte
da vida do jovem.
O
que dizer quando seu filho pergunta: "Você já usou drogas?"
Nas conversas sobre drogas, uma das perguntas mais comuns que os
filhos fazem aos pais é: "Você já usou?" A não ser que a resposta
seja "não", é difícil saber o que dizer, porque quase todos os pais
que já usaram drogas não querem que seus filhos usem. E isso não
é hipocrisia. É querer o melhor para seus filhos, porque hoje esses
pais compreendem os perigos das drogas, quando eram jovens não entendiam.
O pai que esconde do filho que usou drogas na juventude pode ter
sua confiança abalada se a criança descobrir. Por isso, quando for
feita essa pergunta, a melhor saída é dizer a verdade. O que não
significa relatar suas experiências em detalhes.
Assim como nas conversas sobre sexo, algumas coisas devem ser reservadas.
Evite dar mais informações do que foi solicitado pela criança.
Faça perguntas esclarecedoras para ter certeza de que você entendeu
exatamente o que seu filho está perguntando antes de responder.
Limite sua resposta às informações pedidas.
A
Droga pode ser fornecida por Pipoqueiros que ficam na porta das
Escolas
As
formas de traficar as drogas são tão variadas, quanto pode
variar a imaginação humana. O tráfico e o transporte são
variados, pois a droga pode ser levada em um simples bombom
recheado, como no salto do sapato, no interior de livros com
folhas escavadas, dentro de um pacote de bolachas ou, até, em
tubos, que são introduzidos no ânus ou na vagina.
Próximo às escolas, os traficantes encontram um bom lugar para
se colocarem, e isto é feito mais dissimuladamente possível. A
comunicação é por gestos, gírias ou frases monossilábicas,
perfeitamente entendidas entre traficante e viciado.
O jovem que quer iniciar-se na droga vai buscá-la com suas próprias
pernas e a coloca em sua boca ou veias com suas próprias mãos,
porque não está imunizado ou conscientizado pela família ou
pela escola. Não é o fato de estar em um lugar e aspirar a fumaça
de maconha que está no ar, que a pessoa vai viciar-se. É preciso
que o jovem tenha a vontade de conhecer a droga, ou por
curiosidade, ou por modismo, para fuga de problemas, imitação ou
outro motivo.
Muita gente pergunta por que se vende maconha próximo das
escolas. E a resposta mais lógica é que não faltam compradores,
e o mecanismo policial, por mais aprimorado que seja, jamais
conseguirá impedir todas as transações.
A solução do problema está na família e na educação
preventiva.
Fatores
relacionados ao sexo
A
informação quanto a história natural, apresentação clínica,
fisiologia e tratamento do transtorno decorrente do uso de drogas
em mulheres é limitada. Embora seja estimado que as mulheres
compreendem 34% de todas as pessoas com transtorno decorrente do
uso de drogas nos Estados Unidos, as barreiras psicossociais e
financeiras (como inexistência de locais para cuidar de crianças)
impedem muitas mulheres dc procurar tratamento. Uma vez em
tratamento, as mulheres, comparadas aos homens, apresentam prevalência
mais elevada de transtornos depressivos e ansiosos, como condições
comórbidas, muitas vezes necessitando de tratamento específico.
Idade
Crianças
e adolescentes apresentam mais comumente transtorno de abuso que
dependência e menos provavelmente necessitarão iniciar e permanecer
em tratamento. A avaliação e o tratamento devem levar em consideração
os níveis de desenvolvimento cognitivo. social e psicológico do
paciente e o possível papel do transtorno decorrente do uso de drogas
em impedir os estágios adequados de desenvolvimento, incluindo autonomia,
habilidade de estabelecer relações interpessoais e integração geral
na sociedade. A avaliação deve enfatizar particularmente as áreas
de funcionamento adaptativo do adolescente, como progresso acadêmico,
comportamento e comparecimento escolar e funcionamento social com
companheiros e familiares.
Alguns adolescentes com transtornos decorrentes do uso de drogas
também apresentam condições psiquiátricas comórbidas, como
distúrbios de conduta, transtorno da hiperatividade com déficit
de atenção, transtornos ansiosos (incluindo fobia social e distúrbio
de estresse pós-traumático), transtornos afetivos, dificuldades
de aprendizado e distúrbios alimentares. Além disso, as crianças
convivem em ambientes familiares nos quais outros membros da família
abusam ou são dependentes de álcool e de outras substâncias, e
também apresentam risco elevado de abuso sexual e físico e podem
apresentar como conseqüências sequelas psicológicas e
comportamentais (incluindo o abuso de drogas).
Em geral a faixa de modalidades terapêuticas usadas com adultos
pode ser usada também em adolescentes. Essas modalidades incluem
abordagens comportamentais cognitivas, psicodinâmicas/interpessoais
(individuais, em grupo e familiares), grupos de auto-ajuda e
medicamentos.
O
idoso
Os
transtornos decorrentes do uso de drogas em populações de idade
avançada constituem um problema de freqüência subestimada e
subtratado. O abuso e a dependência de medicações prescritas,
particularmente benzodiazepínicos, sedativos hipnóticos e opióides,
podem contribuir para confusão e sedação exageradas em
pacientes idosos, adesão precária aos regimes terapêuticos
prescritos e superdosagem involuntária, particularrnente quando
essas drogas são combinadas com álcool.
Meio
social e ambiente de vida
O
meio social global do paciente exerce impacto importante tanto
sobre o desenvolvimento como sobre a recuperação da dependência
de drogas. O meio social modela atitudes com relação ao contexto
apropriado para o uso de drogas (como as diferenças verificadas
entre o hábito de beber socialmente quando em reuniões
familiares e o recreacional até atingir intoxicação). Modelos
entre a família ou companheiros influenciam o contexto social e
psicológico para o uso de drogas e a escolha da droga e o grau de
controle exercido sobre os comportamentos dos usuários de drogas.
Uma vez que esteja desenvolvido o padrão de dependência ou
abuso, a motivação e a habilidade em aceitar o tratamento são
influenciadas pelo grau de suporte no grupo de companheiros e meio
social para permanecer abstinente.
Fatores
culturais
Há
pesquisas que sugerem pior prognóstico para as minorias éticas e
raciais em programas de tratamento convencional, conquanto isso
possa ser decorrente das diferenças das classes sociais. Embora
existam poucas pesquisas sobre a eficácia em programas
culturalmente específicos, os serviços de tratamento que sao
sensíveis à cultura e abordam as preocupações especiais de
grupos de minoria étnica podem melhorar a aceitação do
tratamento, a adesão e, finalmente, o prognóstico terapêutico.
Características
familiares
Os
transtornos decorrentes do uso de drogas penalizam enorinemente
os membros da família, contribuindo para isso altos níveis de conflito
interpessoal, violência doméstica, inadequação parental, abuso e
negligência infantil, separação e divórcio, dificuldades financeiras
e legais e problemas clínicos relacionados ao uso de drogas (como
AIDS, tuberculose). Além disso, as crianças criadas em famílias
nas quais outros membros abusam ou são dependentes de álcool e outras
substâncias também apresentam risco elevado para abuso físico e
sexual.
As famílias que contam com um ou mais membros com transtorno
decorrente do uso de drogas freqüentemente demonstram um padrão
de múltiplas gerações de transmissão de abuso de substâncias
e outros transtornos psiquiátricos freqüentemente associados
(como transtorno de personalidade anti-social, vício de jogo). Além
disso, o comportamento patológico "facilita" a existência
de problemas psiquiátricos e clínicos cm pais e irmãos, e os níveis
elevados de estresse social e/ou transcultural também exercem um
papel no desenvolvimento e perpetuação do transtorno decorrente
do uso de drogas.
( Fonte - NeuroPsicoNews - Sociedade Brasileira de Informações
de Patologias Médicas 1999 - nº 13)
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O
cerco dos amigos
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No
meio escolar nasce, geralmente, o círculo de amigos. E
sabemos a que o ponto a experiência da amizade é
importante nessa idade. Um adolescente não vive sem seus
amigos. Às vezes ele só vive por eles. Um grupo de
amigos se forma então, cuja regra suprema é a fusão e
solidariedade. Sua palavra de ordem é verdadeiramente o
clássico (e que parece um pouco ridículo) um por
todos e todos por um.
Usando uma imagem surpreendente, poder-se-ia dizer que os
amigos se tornam convivas que compartilham a mesma refeição:
aquela em que o único alimento consiste na droga que se
compartilha com a mesma volúpia...mesmo que, no fundo, se
esteja convencido de que não deveria fazer isso. Por
fraqueza, por medo do desprezo dos outros, por
solidariedade incondicional, junta-se ao grupo para
ultrapassar as portas das drogas, mesmo que a viagem, com
os amigos, seja sem retorno. A lei da amizade
prevalece e se torna importante fator de adesão à droga.
Começa, então, a repetição dos acontecimentos e dos
lugares: as festas de fim de semana são corrompidas pelo
cheiro da maconha, à qual se junta frequentemente o álcool
para que os efeitos sejam mais penetrantes e mais
violentos.
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É
claro que esta descrição não serve para todos
adolescentes. Muitos são os círculos de amizade sãos e
salutares. Mas, para grande número de adolescentes
prisioneiros da droga, o caminho que os conduziu a essa
prisão foi o da amizade. Em matéria de droga, como em
tantas outras coisas, é verdadeiro o ditado:
"Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és".
(Fonte - Drogas - Prevenção, Escola - Paul Eugêne
Charbonneau)
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Áreas
de Risco
Além de ser um "corredor" para o tráfico,
o Brasil enfrenta graves problemas com o consumo de crack e com
a chegada da heroína ao país -
Saiba mais
Guerra
Global
Cocaína e heroína, as drogas que mais matam no mundo,
movimentam bilhões de dólares, incentivam a guerrilha
e controlam os países mais pobres -
Saiba mais
Loucuras
dentro da lei
Um longo passado de consumo e de abuso fazem do cigarro e do álcool
drogas aceitas pela civilização ocidental, apesar de seus efeitos
nocivos no corpo humano - Saiba
mais

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