O que o Amor-Exigente pensa sobre redução de danos

O Amor-Exigente se posiciona a favor de uma vida criativa e uma sociedade motivada que permita o crescimento de nossos filhos. Queremos jovens capazes de resistir aos apelos imediatistas e destrutivos; jovens crescendo com valores éticos, morais e cidadania consciente, pois são estes os verdadeiros valores que formam países dinâmicos e talentosos. 

Vemos com preocupação a utilização do termo “redução de danos” de uma forma tão abrangente e indefinida que, ao invés de solucionar o problema das drogas, pode até promovê-la. Esta perspectiva pode diminuir as resistências ao avanço das drogas e alavancar um falso conceito de liberdade que leva a dolorosos problemas sociais, como o aumento da violência/criminalidade e os efeitos nocivos à saúde física, mental e espiritual daqueles que delas fazem uso. 

Desejamos que os recursos provenientes dos impostos pagos por todos sejam empregados para a promoção da saúde, da educação, do progresso em geral e não em iniciativas que venham propiciar a continuidade do abuso das substâncias tóxicas por parte dos dependentes químicos. Entendemos que o futuro das nossas famílias, do nosso país, do nosso planeta, será promissor se, entre tantas outras mudanças necessárias, as drogas puderem ser banidas da nossa sociedade. 

A redução de danos, como está sendo proposta, significa a capitulação diante de um inimigo poderoso e implacável. Inspirado no preceito: “Amar o pecador, mas abominar o pecado”, o Amor-Exigente tem como diretriz básica o lema: “Amo você, mas não aceito o que está fazendo de errado”. Esta diretriz, que impede qualquer tipo de acordo com as drogas, é a mesma preconizada pela Federação Brasileira das Comunidades Terapêuticas (Febract), pela Federação das Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil (Feteb) e por outros grupos de apoio que, baseados em anos de experiências dolorosas, subscrevem integralmente a afirmação do Papa João Paulo II: “A droga é um mal, ao mal não se dá trégua”. 

Texto resultante do trabalho do grupo que estuda o posicionamento da Febrae quanto à política de redução de danos, durante o Encontro de Lideranças, em novembro do ano passado. Escrito pelo voluntário e integrante do AE e coordenador de trabalhos de prevenção com jovens, Silvio Rosa, pelo coordenador do Grupo Tikvá e voluntário do AE, Marcos Susskind e pelo presidente de honra da Febrae, padre Haroldo Rahm. 
Colaboração de Vera Gelás, coordenadora de AE em Marília.