Drogas: a informação faz a diferença

A sobrecarga de estresse que as atividades profissionais exercem atualmente sobre as pessoas faz com que elas escapem facilmente para meios que lhes permitam suportar e interagir com o ambiente. Introduzem a droga no seu dia-a-dia, tornando-a um componente essencial para o exercício de sua profissão. A contrapartida de uma atitude como essa é conhecida e possui roteiro e ritmo:
1. Aumento da energia físico-intelectual e disposição para enfrentar compromissos pesados.
2. Sinais sutis do uso (ressaca, olhos vermelhos e/ou lacrimejantes, coriza, fadiga)
3. Crescimento da tolerância biológica, o que faz com que o usuário use mais em menos tempo
4. Sinais mais visíveis (cansaço extremo, falta ou excesso de apetite, mudança de comportamento)
5. Decréscimo das atividades
6. Sinais exuberantes e difíceis de serem escondidos
7. Dependência físico-psíquica instalada
8. Relaxamento e/ou abandono do exercício profissional

Nos últimos anos, as empresas vêm travando uma guerra sem trégua contra o tabaco. Instituiram-se "fumódromos" no ambiente profissional e o item "fumante" na ficha de avaliação do candidato pode liquidar suas pretensões de vir a fazer parte do quadro de funcionários de determinada empresa. Entretanto, outra droga lícita não merece o mesmo combate por parte da corporações. O álcool se insinua socialmente e, quando encontra um organismo propenso a sua exploração, se instala e começa a cobrar seu tributo. O famoso economista John Kenneth Galbraith disse uma vez entender como executivos fecham negócios após generosa ingestão de álcool.

Recentes estudos concluíram que 80% dos usuários de cocaína e 70% doa americanos viciados em algum tipo de droga possuem empregos fixos. Os índices das implicações advindas desse comportamento adictivo desabam pesadamente sobre o sistema de saúde pública. No Brasil, onde tais índices não se diferenciam muito dos americanos, contatou-se que o comportamento adictivo provoca:

– Três vezes mais licenças médicas do que outras doenças
– Aumento de cinco vezes nos riscos de acidentes de trabalho
– 15% a 30% de todos os acidentes de trabalho
– 50% de absenteísmo e licenças médicas
– Utilização de oito vezes mais diárias hospitalares
– Três vezes mais assistência médica e social às famílias

Benefícios à empresa
Ao adquirir maior consciência sobre as implicações do uso e do abuso de álcool e de outras drogas, bem como um maior nível de desenvolvimento pessoal, os funcionários se tornam aptos a promoverem os valores éticos da empresa. Mais do que isso, são motivados a investir no seu próprio crescimento pessoal e profissional, redundando em níveis mais elevados de produtividade e responsabilidade.

Os benefícios potencias derivados de um ambiente de trabalho livre de drogas são claros:
– Redução do absenteísmo, da falta de pontualidade e de licenças médicas
– Diminuição dos problemas de disciplina e negligência no trabalho
– Aumento da produtividade
– Melhoria do moral e da motivação dos trabalhadores
– Redução da vulnerabilidade da empresa aos efeitos do alcoolismo e das outras drogas
– Melhoria da qualidade dos produtos e serviços e da imagem da companhia junto à comunidade.

Fonte: Revista Droga e Família – ABRAFAM