Reabilitação versus demissão

Mais de 400 empresas brasileiras vêm aplicando teste de urina em seus funcionários ou candidatos a um emprego para detectar a presença de drogas e álcool. Os testes não têm data marcada e podem flagrar muita gente. Mais importante do que estes testes é a política de prevenção contra álcool e outra drogas e recuperação que as grandes empresas vêm implantando. Elas estão começando a ver a dependência química como doença, ajudando e orientando seus funcionários.

Os empresários descobriram que é um grande investimento fazer programas de reabilitação, já que o retorno vem sob forma de produtividade, redução de absenteísmo e queda de procura pelo departamento médico, além da grande contribuição para a boa imagem da empresa. A Revista Veja, de quatro de julho, publicou uma extensa e interessante matéria sobre o assunto. Estão de parabéns a Revista Veja e as empresas citadas na matéria que, ao invés de demitirem, propõem tratamento de reabilitação aos funcionários. Por isso, a Shell, Esso, Catrepillar, Embraer, Varig, Petrobrás Distribuidora, Jonhson & Jonhson, Pão de Açúcar, Eletronorte, Avon merecem ser exemplo para o País.

A Associação Promocional Oração e Trabalho (Apot) está oferecendo novos tipos de tratamento para funcionários de empresas, lojas e fábricas. O tratamento habitual oferecido pela Apot tem a duração de seis meses. Preocupada com as demissões pelo motivo de dependência química, ela fez um programa especial, com duração de 14 a 40 dias. Para os tratamentos, ela conta com 14 psicólogas e várias assistentes sociais em um lugar amplo e agradável. O trabalho da Apot começou em 1978 e foi um dos pioneiros em Comunidades Terapêuticas do Brasil.

A Associação Promocional Oração e Trabalho tem como fundador e presidente o Padre Haroldo Rahm e está ligada aos grupos de Amor Exigente. Em Marília, as reuniões de Amor Exigente acontecem às segundas-feiras, às 20 horas, a Rua Marechal Deodoro, 388.