O que fazer quando o problema é droga?

Nós diríamos como o Profeta Isaías: “Criai ânimo, não tenhais medo… os olhos dos cegos se abrirão e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos… A terra árida se transformará em lago e a região sedenta, em fontes d´água.”

O primeiro passo é não dramatizar. Encarar a situação como modificável. Ter esperança.
O segundo passo é união dos membros da família: pai e mãe, avós, tios, e outros pessoas de confiança, professores. Ë hora de unir forças. Lamurias, auto mortificações, trocas de acusações, agressividade e violência não ajudam em nada. Os pais nessa hora não podem nem devem se separar. Caso os pais já não vivam juntos, o momento é de re-união, até mesmo se estiverem com outro(a) companheiro(a). O momento é de esquecer mágoas e retomar o papel de pai.

Procure certificar-se de que o fato está efetivamente comprovado, por meio de observação cuidadosa do comportamento de quem se desconfia estar usando drogas. Verificar os sinais corporais, os distúrbios de conduta e o estado de espírito. A mudança de comportamento é um grande sinal. Não vamos nos acomodar e pensar: essa mudança é da adolescência – ou, é tensão do pré vestibular – Cuidado!

Tenha uma conversa franca, sincera e leal com o possível usuário. Procure demonstrar paciência, amor e segurança no que diz. Nada de rótulos como “maconheiro”, “marginal”, “vagabundo”, “drogado”. Nem faça ameaças de expulsão de casa ou interná-lo em clínicas ou hospitais mentais, ou de denunciar seus companheiros. É interessante buscar um grupo de entre-ajuda. Mais tarde, quando outros recursos se esgotarem, o usuário vai ter que escolher entre a sua casa e o ambiente da rua, ou uma internação.

Procure pesquisar e colher as prováveis causas que o levaram às drogas. Com quem anda? O que frequenta? Avaliar na família, sem acusações, qual a participação desta ou daquela pessoa, como facilitadora do processo. Nada de sentimento de culpa, nada de envergonhar-se com a situação de dependência química em sua casa.

Assumir as reuniões de ajuda mútua, mesmo sem a presença do dependente é um dos fatores para o tratamento dele e da própria família.

Neste momento é hora de Amor Exigente: muito amor, perseverança, disciplina, limites, pais assumindo seus papéis de guias, orientadores, legisladores, cooperação mútua no lar e na escola, revalorizar a escola, cada jovem e adulto assumindo suas responsabilidades, e muito cuidado com a auto-estima dos pais e dos filhos – somos seres divinizados, dignos, que, ao lado do tão cultuado cuidado com o corpo, precisam cuidar de sua parte espiritual, para que o ser humano, cada vez mais se aproxime da “perfeição”.
“Sede perfeitos como o Pai do Céu é Perfeito.”

Existe maior exigência? Existe maior amor?

Somos um grupo de Amor Exigente; mais do que nunca, conte conosco.
Somos um grupo de voluntários, que atende gratuitamente, sem distinção de classe social ou credo religioso.

As reuniões ocorrem às segundas-feiras às 20 horas no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora de Fátima, na Rua Marechal Deodoro, 388.

Vera Lorenzetti Gelás.
Coordenadora do grupo de Amor Exigente de Marília