Riscos da Nicotina e álcool são subestimados

Álcool e cigarro afetam o cérebro e podem provocar depressão e excitação

Muitas pessoas costumam referir-se a elas como "apenas álcool" ou "apenas cigarros". Mas os dois contêm drogas potentes, danosas para o cérebro e outras panes do corpo. Apesar disso, são consumidos em larga escala.

Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita no ano passado pelo Instituto Nacional sobre Consumo de Drogas (NIDA) constatou que mais da metade dos jovens no oitavo ano escolar e 80 % dos que estão concluindo o colegial fumaram pelo menos uma vez.

No cérebro, algumas das chamadas substâncias mensageiras excitam as células nervosas. Outras as inibem, ou embotam. O álcool afeta o mais potente dos sistemas inibidores, o que envolve o neurotransmissor denominado Gaba, daí resultando um estado de depressão geral. As reações tornam-se muito mais lentas.

Álcool em excesso inunda os neurônios e altera a função genética das células, o que por sua vez parece alterar receptores e resultar em intoxicação, morte de células cerebrais e, com a ingestão freqüente, dependência e alcoolismo.

Potente – A nicotina, o ingrediente ativo do fumo, chega ao cérebro apenas oito segundos depois de inalada, e é, ao mesmo tempo, estimulante e sedativo. Química semelhante a um potente neurotransmissor chamado acetilcolina, a nicotina ativa áreas do cérebro relacionadas ao prazer e recompensa. Ela o faz estimulando a produção de dopamina, outro poderoso neurotransmissor.

Mascada ou fumada, a nicotina vicia, como a heroína ou cocaína – um dos motivos pelos quais quem começa a fumar antes dos 21 anos encontrar a maior dificuldade para abandonar o hábito.

Retardamento – Hoje os cientistas também suspeitam que o excesso de álcool retarda a puberdade e pode tornar mais lento o crescimento dos ossos. Experiências feitas com animais de laboratório apontam nessa direção. Noutras áreas do organismo, o álcool pode reduzir a presença de vitamina B, importante para a função neurológica e para o melhor uso dos nervos periféricos nos dedos.

No fígado, o alcoolismo crônico causa, com o tempo degeneração, inchaço e cicatrizes e pode levar à insuficiência hepática. Beber pouco talvez dê cena proteção contra males cardíacos, mas a dose exata está em dúvida.

Recente estudo feito por pesquisadores na Universidade da Pensilvânia constatou que até a bebida tomada socialmente contribui para aumentar os radicais livres, substâncias danosas relacionadas com o surgimento de males cardíacos prematuros, derrame cerebral e cirrose.

Pressão arterial – A nicotina aumenta o ritmo dos batimentos cardíacos e a pressão arterial. Também prejudica os pulmões. Em concentrações muito altas, a nicotina é veneno.

Com efeito, uma só gota de nicotina purificada, pingada na língua é mortífera.
A longo prazo, os fumantes correm maior risco que as demais pessoas de contrair câncer do pulmão ( causado pela fumaça, não pela nicotina) e outros tumores O enfisema, dificuldade respiratório, também é um grande risco.

Mulheres fumantes chegam à menopausa antes que as demais e apresentam sinais precoces de envelhecimento (S.S.). Fonte: Jornal Ação – Dez.2000/Jan.2001 –
Edição 52