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Amor Exigente Responde I

Nas reuniões de Amor Exigente e nos contatos do dia a dia, percebemos que existe um núcleo de perguntas comuns formuladas tanto pelos jovens quanto pelos pais. Nos propusemos, então, a responder às mais frequentes, através de uma série de artigos que intitularemos Amor Exigente Responde.

Maconha faz mal?
Ela provoca dependência psicológica. Um dos princípios ativos da maconha, o THC – tetrahidrocarboniol – pode, provocar alterações na memória, na atenção, na concentração, no ânimo, na noção de tempo e espaço, na percepção dos sentidos etc. Temos observado, meu filho e eu, em nosso bairro, um crescimento acentuado de jovens que estacionam seus carros para fumar maconha e, em seguida, voltam a dirigir. Agora faça a seguinte adição: alteração dos sentidos provocada pela maconha mais o ato de dirigir é igual a acidentes, atropelamentos, mortes.

É sabido que as farmácias registram, nas sextas-feiras, um aumento considerável na venda de camisinhas. Também é sabido que nas sextas-feiras há uma maior procura de maconha, que normalmente é usada nas festas e programas dos jovens. Que muitos destes jovens, ao sair das festas, assumem o volante de um carro. Resultado: o grande número de acidentes na madrugada de sábado – basta consultar os boletins de ocorrência nas delegacias ou nos prontos socorros. Todos deverão ser debitados à maconha?

Sem dúvida, não. Também temos a ação do álcool, da cocaína, dos comprimidos, etc. Mas, sem dúvida, a maconha está presente em muitos dos casos. Como seria bom que as autoridades fizessem exame de sangue nos acidentados. Acredito que os resultados se mostrariam alarmantes. Sem dúvida, hoje temos de dirigir defensivamente – quantos motoristas estão ao volante sob o efeito da maconha ou de outras drogas? A maconha pode levar ao que os usuários denominam “má viagem”, que não passam de alucinações. Para maiores informações poderão ser consultados os seguintes livros:

A maconha e o jovem – família, escola e sociedade, 123 respostas sobre drogas, ambos escritos pelo doutor Içami Tiba.

Deste mesmo autor transcrevo algumas consequências médicas do uso da maconha (123 Respostas…)

“Atinge o feto, pois atravessa a barreira placentária; atinge o bebê, pelo leite materno; dobra a pulsação cardíaca; atinge os linfócitos, diminuindo a resistência a infecções; provoca alterações eletrencefalográficas; diminui o tamanho e o peso da próstata e dos testículos; diminui o nível de hormônios sexuais; diminui o mecanismo do rastreamento visual; prolonga o tempo de ofuscamento visual; aumenta o tempo de resposta a um estímulo recebido; prejudica (fazendo perder) a noção de tempo e espaço; prejudica a noção de velocidade; pode produzir ilusões e alucinações; pode produzir delírios; diminui a capacidade de concentração, atenção e memória; diminui o ânimo; produz forte dependência psicológica, principalmente no caso de adolescentes; pode provocar ginecomastia (desenvolvimento de seios) no rapaz; é dez vezes mais cancerígeno que o cigarro…”

Seu uso crônico pode provocar a síndrome amotivacional – o usuário passa a não se interessar por mais nada, inclusive sexo. Só se interessa pela droga.

Maconha é “passaporte” para outras drogas?
Desconheço qualquer comprovação de que a maconha predispõe ou induz ao uso de outras drogas. O fato de a pessoa usar uma determinada droga poderá favorecer que ela passe a usar outra. Alguns motivos:

A droga que está sendo usada já não traz os efeitos obtidos e desejados. O mercado impõe uma nova droga. Suponhamos que em uma determinada região os traficantes substituam a maconha por uma outra droga que lhes seja mais rentável. Na falta desta o usuário poderá passar a consumir a que está disponível (quando há falta de alguma droga cresce a procura, nas farmácias, de antidepressivos). Para rebater os efeitos da maconha e não “dar bandeira” (a maconha seria o “piloto” e a outra o “co-piloto”).

Curiosidade. O usuário, que já possui uma atitude permissiva diante da maconha, não manifestará censura em experimentar outra droga; normalmente o dependente faz uso da maconha em grupo, assim como é suscetível à opinião da “roda de fumo”. É comum que a “roda” migre para outra droga e que ele, para continuar a pertencer ao grupo, também migre.

Tirado do livro: “Mostrar Caminhos”
Autor: Prof. José Neube Brigadão
Colaboração: Vera Gelás