Brasil e Paraguaia trabalham junto no combate às drogas

Foz do Iguaçu– Agentes da Polícia Federal estão trabalhando em conjunto com a polícia paraguaia no combate ao tráfico de drogas na região da fronteira com o Brasil. Há uma semana, equipes deslocadas para as regiões de Santa Helena e Guaíra, no Oeste do estado, fazem o apoio logístico na identificação e destruição das plantações de maconha e acompanham com helicópteros e aviões o trabalho desenvolvido pelo Departamento de Narcóticos do país vizinho.

Além de intensificar a fiscalização nos municípios de fronteira mais visados pelos traficantes no Paraná, a PF também montou barreiras em diversos pontos do Lago de Itaipu para impedir a entrada da maconha produzida no Paraguai. A droga “importada” chega ao Brasil por meio de pequenos barcos que cruzam regularmente o reservatório, ao longo dos seus 170 quilômetros de extensão. Outra parte chega ao país pela Ponte Internacional da Amizade – entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este – e por Guaíra.

Estima-se que o patrulhamento nesta região, considerada vulnerável e sem vigilância, passe a ser constante a partir do segundo semestre deste ano, quando será instalado o Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) na região. Equipes especializadas e munidas de equipamentos adequados para o combate ao tráfico e ao contrabando vão controlar o movimento no lago e no trecho do Rio Paraná que faz divisa com a Argentina. A Itaipu Binacional vai arcar com a maior parte do investimento de R$ 3 milhões, necessário para a viabilização do projeto.

Incineração

O volume de maconha apreendida somente este ano na região de Foz do Iguaçu pelas Polícias Federal, Civil e Militar, Guarda Municipal e Receita Federal já ultrapassa as 6 toneladas. Ontem pela manhã, a PF incinerou 4,228 toneladas da droga e outros 108 frascos de lança-perfume. O entorpecente, destruído com a autorização da Justiça Federal, fazia parte de 18 inquéritos policiais instaurados nos anos de 1996, 2000 e 2001. Estas grandes quantidades apreendidas e destruídas são resultado de dois fatores, explica o delegado Joaquim Mesquita: uma maior oferta da maconha na região e a intensificação do trabalho policial.

Fonte: Gazeta do Povo – Paraná