OMS: campanhas de informação ajudariam a evitar milhões de mortes por câncer

OSLO — Cerca de três milhões de novos casos de câncer diagnosticados a cada ano poderiam ser evitados e outros três milhões poderiam ser tratados eficientemente se a doença fosse detectada mais cedo, afirmou a Organização Mundial de Saúde.

Em um relatório preparado para uma conferência internacional sobre câncer, a agência das Nações Unidas exortou os países a desenvolverem campanhas nacionais de combate à doença, que mata seis milhões de pessoas por ano.

Essa é a segunda causa mais comum de morte nos países industrializados, depois das doenças cardiovasculares.

A OMS disse que o total anual de vítimas fatais deve chegar a 10 milhões até 2020, devido aos crescentes números de pessoas idosas, que são mais propensas ao câncer, e a um esperado aumento nos casos de câncer de pulmão causados pelo fumo.

Há provavelmente 20 milhões de pessoas com câncer no mundo atualmente. Esse número passará para 30 milhões até 2020.

Mas “milhões de vidas poderiam ser salvas a cada ano se os países fizessem uso do conhecimento existente e dos métodos para evitar e tratar o câncer”, afirmou.

O sofrimento também poderia ser reduzido nos casos para os quais há pouca esperança de tratamento efetivo.

“Independentemente dos recursos de um país, um programa bem concebido e bem gerenciado pode aprimorar a situação nacional e a vida dos pacientes que sofrem de câncer”, afirmou em uma nota a diretora-geral da OMS, Gro Harlem Brundtland.

O fumo é a principal causa evitável de câncer, e ações para evitar o hábito de fumar e promover o abandono do vício contribuiriam ainda mais para o combate à doença.

A OMS estima que o uso de tabaco cause cerca de 30 por cento de todas as mortes por câncer nos países desenvolvidos e a percentagem está crescendo nas nações em desenvolvimento, particularmente entre as mulheres.

Nos homens, os cânceres de pulmão e estômago são as formas mais comuns em todo mundo, e o de próstata é amplamente visto em países mais desenvolvidos.

Os cânceres mais freqüentes entre as mulheres são os de mama e o cervical – esta segunda forma, no entanto, é mais detectada em países menos desenvolvidos.

Uma maior conscientização do público em relação a sinais e sintomas — como caroços, ferimentos que não curam e sangramentos anormais — ajudaria na detecção prematura da doença, disse a OMS.

“Isso pode ser promovido em todos os países por campanhas de educação de saúde pública e pelo treinamento de profissionais de saúde”, afirmou a agência.
Fonte: CNN.com.br