Jovem drogado assassinou a avó

Empregada foi morta logo depois

SÃO PAULO – O estudante Gustavo de Macedo Pereira Napolitano, 22, consumiu 26 papelotes de cocaína – o equivalente a 26 gramas, segundo a polícia – na madrugada de domingo, em que assassinou a avó e a empregada em um bairro de classe média alta de São Paulo.
Ele confessou ser autor das duas mortes que, segundo a polícia, foram motivadas pelo uso ‘exagerado’ da droga. Segundo a polícia, o rapaz afirmou que, se a mãe estivesse na residência, também tentaria matá-la.

Gustavo, que afirmou ser viciado em drogas há seis anos, esteve em uma favela para trocar um aparelho de som por dez papelotes de cocaína (cada papelote tem um grama da droga).

De acordo com o delegado Olavo Reino Francisco, existe a suspeita de que, ao voltar para casa, o estudante tenha sido surpreendido pela avó, Vera Kuhn de Macedo Pereira, 73 anos, consumindo a droga. Ela teria repreendido o neto.

Gustavo saiu novamente da casa, levando seu carro para trocar por outros 50 papelotes na mesma favela. Segundo a polícia, após adquirir a droga, ele voltou para casa e matou a avó com uma facada na garganta. Depois, virou o corpo e deu outras facadas. Uma espada foi encontrada ao lado da cama da avó, mas, segundo a polícia, a arma não foi utilizada no crime.

O estudante permaneceu na casa até por volta das 7h, quando, depois de consumir mais cocaína, esfaqueou a empregada, Cleide Ferreira da Silva, 20 anos, que dormiu na residência e entrava para servir o café-da-manhã.

Segundo a polícia, Cleide, que estava há quatro meses no emprego, foi morta na cozinha, e seu corpo, arrastado até um banheiro da casa. Por volta das 10h, o universitário voltou à favela e tentou trocar outro carro da família, mas o traficante não teria concordado. Segundo o delegado, o alto consumo de cocaína, que deixou Gustavo cambaleante, teria motivado o traficante a não concordar com a nova troca.

Novamente em sua residência, o estudante recebeu um telefonema de sua mãe, Vera de Macedo Pereira, com quem conversou, mas não falou nada sobre o crime. Foi Vera quem encontrou os dois corpos, ao chegar de uma viagem.

Em crise de abstinência, Gustavo tem chorado muito na delegacia. Seu advogado, Eduardo Cesar Leite, disse que o estudante, que deixou a faculdade de Direito há dois meses, tem consciência da gravidade do crime e que precisa ser submetido a tratamento.
Fonte: JB OnLine