Perto de uma overdose

Policiais e médicos concordam que a cocaína teve papel fundamental no comportamento agressivo de Gustavo Napolitano, de 22 anos. Agora, o que a polícia tenta entender – e os médicos tentam explicar – é como o estudante conseguiu consumir tanta cocaína sem desmaiar ou morrer de overdose antes de cometer os crimes. Ao todo, ele consumiu 26 gramas de cocaína.

São três as razões para isso. Em primeiro lugar, o corpo de Gustavo – que confessou ser viciado há seis anos – já devia estar acostumado a usar grandes quantidades da droga. Além disso, o jovem era praticante de artes marciais e freqüentava academias de ginástica, o que lhe dava um bom preparo físico capaz de suportar melhor o excesso. A última razão – e talvez a mais relevante – é que a droga consumida por Gustavo estava “malhada”, ou seja, era de baixa qualidade, muito misturada com elementos como talco ou bicarbonato de sódio.

Segundo a polícia, Gustavo começou a consumir cocaína na noite de sábado.

Ele havia trocado um aparelho de som da casa por três papelotes da droga na Favela do Mauro, Planalto Paulista.

De madrugada, o estudante degolou a avó com uma faca. Mais tarde, trocou um Gol por mais 55 papelotes de cocaína, no mesmo local. Após consumir a droga, de manhã, Gustavo matou a empregada. O delegado Luiz Antonio Pereira contou que encontrou o jovem caído na favela às 15h de domingo, ainda sob efeito da droga.
Fonte: Jornal da Tarde