Autoridades vão combater uso de drogas em raves

Representantes do Ministério Público (MP), da polícia e da prefeitura se reúnem amanhã para acertar uma estratégia para reprimir a venda de drogas em festas raves. A coordenadora da 1 Central de Inquéritos do MP, Mônica di Piero, disse ontem que uma das idéias é proibir os eventos cujas investigações indicarem que os organizadores das festas vendem ou são coniventes com o consumo de comprimidos de ecstasy e de outras drogas, como o analgésico Special K e o Ice, um tipo de anfetamina.

Mesmo antes do encontro, a tática já foi adotada no fim de semana passado e levou ao cancelamento da festa Bunker Rave, em Vargem Pequena. Por orientação do MP, a 16 DP (Barra da Tijuca) e a prefeitura não autorizaram a festa.

— Em locais de difícil acesso e espaços de iluminação deficiente, o recomendável é não dar a autorização até como uma medida preventiva — explicou o promotor Márcio Mothé, da coordenadoria de Justiça Terapêutica do MP.

Em junho Mothé participou de blitz numa festa em Niterói que terminou com a prisão de 21 pessoas acusadas de consumir e vender drogas.

Cesar diz que fiscalização cabe à polícia

Um dos organizadores da festa de Vargem Pequena, Pedro Schmidt, negou ontem que permita o consumo de drogas nas festas que promove. Na opinião dele, a proibição foi uma arbitrariedade e adiou o evento para agosto.

Já o prefeito Cesar Maia disse que, ao contrário de Florianópolis, não pretende proibir festas do gênero. Segundo ele, a fiscalização cabe às autoridades policiais. Mas disse que analisará os pedidos da polícia e do MP que recomendarem a não concessão de alvarás.

— Nos últimos três fins de semana, deslocamos guardas municipais para o Posto Nove (Ipanema) ã noite para impedir a montagem de equipamentos de som pelos organizadores dessas festas— disse o subprefeito Cláudio Versiani.

Fonte: O Globo