Tabagismo cresce mais entre as mulheres

Tradicionalmente associado à virilidade e ao mundo masculino, o hábito de fumar vai deixando de ser um símbolo exclusivo dos homens: as mulheres são a parte da população em que mais cresceu o consumo de cigarro em todo o mundo. Esta comprovação foi feita por uma pesquisa internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os adolescentes e o tabaco, que em 2002-2003 estudou o consumo do tabaco entre mais de um milhão de jovens em mais de 150 países.

Em sintonia com essa tendência mundial, as mulheres da América Latina também começam a predominar sobre os homens como principais consumidoras de cigarro. Uma pesquisa realizada em Buenos Aires entre jovens de 13 e 15 anos de idade, quando se adquire o hábito, revelou que nessa faixa há 32,5% das mulheres contra apenas 22,9% de usuários do sexo masculino. A longo prazo, essa tendência entre os novos fumantes irá inverter a estatística entre os adultos, onde ainda são a maioria os fumante do sexo masculino.

Outro estudo, publicado em outubro pela revista francesa Anais da oncologia, indica que a quantidade de mortos por câncer de pulmão na Europa caiu 15% entre os homens no período de 1985-2000, enquanto entre as mulheres registrou um aumento de 32%. Os especialistas advertem que em 2025 haverá a mesma quantidade de mortes entre as mulheres por câncer de pulmão e câncer de mama.

E isso não é tudo: as mulheres são especialmente vulneráveis ao cigarro pois a contínua exposição ao tabaco altera os ciclos hormonais, provoca uma queda na fertilidade, antecipa a menopausa, aumenta os riscos de osteoporose e estraga a pele. “Devem ser desenvolvidos programas específicos que exponham claramente as graves conseqüências do consumo de tabaco, especialmente os riscos para a saúde reprodutiva e os efeitos das toxinas do tabaco durante a gravidez”, aconselhou em seu relatório Charles W. Warren, coordenador da pesquisa da OMS.

Fonte: Terra