Operações contra narcotráfico reverte apreensões para combate ao crime

O dinheiro que é apreendido nas operações policiais contra traficantes vai para um fundo específico, o Fundo Nacional Antidrogas, que alimenta ações de combate ao narcotráfico. O fundo tem uma conta no Banco do Brasil, e é subordinado ao gabinete da Presidência da República.

A Secretaria Nacional Antidrogas, um órgão ligado ao gabinete de Segurança Institucional da Presidência, não informa qual é o valor depositado atualmente no fundo, que foi criado pela Lei 7.560 de 1986.

Os recursos do Fundo são destinados para programas de formação profissional sobre educação, prevenção, tratamento, repressão e fiscalização do uso e tráfico de drogas. Também são aplicados em programas de esclarecimento ao público, como campanhas educativas. Além disso, o pagamento de cotas de participação por parte do governo brasileiro a organismos regionais ou internacionais que se dediquem a questões relativas às drogas é custeado pelo fundo.

Mas não é só o dinheiro que tem destino certo. Carros, aviões, barcos e outros equipamentos que estavam em poder de traficantes são leiloados pela Secretaria Nacional Antidrogas. No dia 17 de dezembro, a Secretaria leiloou, em Guarulhos, São Paulo, oito aeronaves que eram utilizadas no tráfico de drogas. E arrecadou R$ 607 mil. Os recursos serão empregados no fundo e no reaparelhamento e treinamento das polícias civil do Estado de São Paulo e Rondônia e da Polícia Federal, que foram as responsáveis pelas apreensões das aeronaves.

Já no caso da apreensão de dinheiro que foi roubado, a vítima recebe a restituição dos valores, segundo o major da Polícia Militar César Alberto Souza.

O major César explicou que estatuto do desarmamento, que entrou em vigor há um mês, trouxe mudanças em relação à apreensão de armas. Agora é obrigatória a destruição das armas.

E as drogas apreendidas também são destruídas.

Fonte: CBN Curitiba