Polícia queima cinco mil pés de maconha no RN

Denúncia anônima levou a polícia a descobrir uma plantação de três hectares de maconha, no sítio Boa Vista, na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, na madrugada do domingo. São aproximadamente 5 mil pés de maconha, com tamanhos variados, o equivalente a 2.500 quilos da droga que representa hoje no mercado R$ 200 mil. É uma das maiores plantações da droga encontradas em solo potiguar. A plantação foi incinerada para evitar colheita.

Quando houve a abordagem da polícia, na madrugada do domingo, o grupo de aproximadamente 10 pessoas fugiu. No grupo também havia mulheres porque foram encontradas peças de roupas íntimas femininas. A polícia acredita que os integrantes são da quadrilha de Hélio Cosmo Nogueira, conhecido como Mangueira, mas há suspeitas de pessoas inclusive de Pernambuco. Na casa havia muita alimentação, comida suficiente para trinta dias e redes para dormir. Acredita-se que as pessoas estavam morando no local.

Participaram da operação 40 policiais do grupamento de operações especiais e destacamentos das cidades de João Dias, Antônio Martins, Frutuoso Gomes, Patu e Lucrécia. O local ficou sob vigilância durante todo o dia de ontem. O Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP) esteve no local para colher amostras e depois a droga foi incinerada. No pátio do sítio também foram encontrados pés de maconha em processo de secagem.

O sítio, localizado entre o município potiguar João Dias e o paraibano Catolé do Rocha, na chamada Tromba do Elefante, tinha duas outras plantações de milho e feijão. O aparato para manutenção do plantio incluía um sistema de irrigação importante para o cultivo da maconha.

Os ocupantes da fazenda aproveitavam todas as depressões como cacimbas, cobriam com lona plástica e faziam reservatórios no mato para pegar água e molhar o plantio usando baldes. No local também havia bomba para puxar água. Os pés tinham tamanhos variados, mas já havia uma parte pronta para colher.

O delegado de João Dias, Sargento Santana afirmou que o sítio pertence a uma pessoa chamada Zilma, que é moradora de Catolé do Rocha. O destino da droga ainda é desconhecido, mas possivelmente iria para cidades do interior. A delegacia de João Dias instaurou inquérito policial para investigar os envolvidos e como funcionava o esquema do tráfico de drogas na região a partir deste sítio.
Fonte: Terra