Armas para servir o tráfico

Traficantes de armas encontraram uma nova forma de enviar fuzis e pistolas para as favelas do Rio e tentar driblar a polícia. O material vem desmontado para ser montado em morros e favelas da cidade. Para o superintendente da Polícia Federal, no Rio, delegado José Milton Rodrigues, é desta forma que os criminosos têm enviado armamento ao Estado.

– Assim, eles não se arriscam a ter um prejuízo tão grande. Desse jeito, não chamam tanto a atenção. Quem iria desconfiar de um Voyage velho? – comentou Rodrigues sobre a apreensão de cinco fuzis e duas pistolas, na noite de quarta-feira, na Via Dutra.

Policiais das delegacias de Patrimônio e de Repressão a Armas encontraram um fundo falso no veículo de placa IIS-4720, do Rio Grande do Sul. No veículo, quatro pessoas, entre elas uma menor carioca, traziam as armas para a favela de Acari, no subúrbio da cidade. Marco Antônio Ribeiro Machado, Claudete Zeferino, Sandro Adriano Costa da Silva e a menor foram detidos.

Em seu depoimento, Marco Antônio contou que recebeu US$ 17 mil em dinheiro de um traficante da favela de Acari, identificado apenas como Luizão, para comprar as armas em Ciudad del Este, no Paraguai. Segundo os policiais, ele ganharia R$ 5 mil pelo serviço.

No carregamento, os policiais encontraram três fuzis automáticos leves (FAL), sendo que um deles pode ter sido desviado do exército da Argentina.
Fonte: JB