EUA capturam narcotraficantes colombianos

Os Estados Unidos anunciaram hoje a captura e a apresentação de acusação contra o colombiano Elías Cobos-Muñoz e cerca de 50 supostos narcotraficantes que, do Caribe, dirigiam uma “vasta rede” de tráfico de cocaína para os EUA.

O procurador geral de Justiça, John Ashcroft, disse em entrevista coletiva que as acusações são o ápice de uma investigação de 29 meses da qual participaram organismos do governo federal, assim como agentes policiais locais e estaduais. Ele acrescentou que, como parte da chamada operação “Busted Manatee” (Peixe-boi Capturado), o governo dos EUA emitiu ordens de prisão contra membros da organização dirigida por Cobos-Muñoz em países como Colômbia, Panamá, Jamaica, Bahamas, Estados Unidos e Canadá.

Segundo Ashcroft, Cobos Muñoz dirigia um negócio ilícito de cocaína que, desde julho de 2000, gerou lucros no valor de quase 145 milhões de dólares. Elías Cobos-Muñoz foi detido em 21 de junho pela polícia colombiana e aguarda no país que se resolva uma solicitação de extradição para o sul da Flórida, onde será submetido a julgamento.

Os Estados Unidos acusam Elías e Hernán Cobos-Muñoz, Miguel Umbacia-Salgado, José Antonio Herrera-Hernández e outros 17 cúmplices de operar “uma vasta rede de fornecimento de cocaína” para Miami e outros pontos do país. O governo de Washington os acusa de conspiração para traficar, importar e distribuir cocaína, e conspiração para lavagem de dinheiro.

Os documentos divulgados hoje indicam que os lucros com a venda de cocaína eram lavados através de instituições financeiras em Nova York e em outros lugares não divulgados. Segundo os EUA, a organização manteve vínculos com outro grupo dirigido por dois supostos narcotraficantes identificados como Melvin Maycock e Pedro Smith.

Maycock e Smith, junto com outros 19 cúmplices, eram objeto de uma investigação paralela – denominada “Double Talk” (Duplo discurso) – sobre o tráfico de cocaína e maconha para este país.

Ashcroft indicou que, juntas, as organizações criminosas geraram lucros que superam os 275 milhões de dólares. “Desmantelamos alguns dos cartéis de droga mais perigosos, que envenenam nossos cidadãos e comunidades. Ao combater estas organizações, cortamos o fluxo de drogas ilícitas para os Estados Unidos e contribuímos para a saúde e o bem-estar de nossos cidadãos”, disse Ashcroft.

Se declarados culpados de conspiração para o tráfico de drogas, os acusados podem pegar pena de prisão perpétua e uma multa de até quatro milhões de dólares. Pelas acusações de lavagem de dinheiro, eles poderiam receber uma sentença máxima de 20 anos de prisão e uma multa de até meio milhão de dólares, disse o Departamento de Justiça.
Fonte: Terra