Tratamento dura, em média, nove meses

Os tratamentos para dependentes químicos nos centros e comunidades terapêuticas da região duram, em média, nove meses e são baseados em um tripé que inclui espiritualidade, disciplina e laboterapia. ?Aqui, temos internos há dois anos?, comenta o coordenador do Desafio Jovem Luz do Vale, em Campo Bom, Paulo Ricardo do Nascimento. Palestras, aconselhamentos, imposição de horários e atividades ocupacionais (hortas, animais, manutenção dos centros) são utilizados na recuperação.

O craque, segundo dados dos coordenadores de centros de tratamento, vem sendo a cada dia mais utilizado. ?É a droga mais freqüente nos últimos anos. Antes, era a cocaína?, afirma o coordenador do Centro de Reabilitação Emanuel Região das Hortênsias (Crerh), Paulo Sérgio Borges. Conforme a presidente do Conselho Municipal de Entorpecentes de Novo Hamburgo (Comen-NH), Rosangela Scurssel, a droga é recente, mas a sobrevida de quem usa o craque é menor. ?O período de tolerância é pequeno. Ou seja, precisa usar mais vezes e mais quantidades para que o efeito inicial seja mantido?, explica.
Fonte: Jornal NH