Associação diz que dependência química é doença

A presidente da Associação Internacional para Redução de Danos pelo Consumo de Drogas, Mônica Gorgulho afirma que a dependência química tem que ser encarada como uma doença, pois o dependente é uma pessoa que já tem um grau de relação com a droga de tal forma que sua vida depende dela.

Ela participou do programa Diálogo Brasil, da TV Nacional, que debateu a questão com a presença do secretário Nacional Antidrogas, Paulo Roberto Uchoa, e o representante da ONU para as políticas antidrogas na América Latina, Giovanni Quaglia.

Trata-se de situação que difere da que vive o usuário eventual, diz Mônica Gorgulho. Acrescenta que isso é difícil de ser entendido pela maioria das pessoas, que nivela todos os casos, mas para quem convive com o problema a diferença é fundamental.

O dependente, afirma, é um doente, sofre com isso e precisa de atenção adequada: “Quando falamos de tratamento, nos referimos a um modelo de assistência adequada e é preciso um pouco de calma para tratar desse assunto, que envolve necessidade de especialização”.
Fonte: Terra