Esporte, arte e cultura como prevenção

A questão da droga é altamente polêmica. As opiniões se multiplicam em um caleidoscópio de sugestões e de críticas que se embaralham formando um quebra-cabeças gigantesco, na busca de uma verdade lógica que jamais será atingida. Juridicamente falando, entendemos que “o ponto de partida é a condenação da própria droga como fator degradante do corpo social”. Segue-se então que, no terreno da infração penal, deve-se distinguir o dependente do traficante. Para o primeiro, tratamento e penas alternativas. Para o segundo, penas longas em prisão de segurança máxima, respeitada, na íntegra, quanto às condições materiais carcerárias, a Lei de Execução Penal vigente.

O programa dos “doze passos”, preconizado por associações como Alcóolicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, tem feito milagres nessa área do vício. A nova Lei de Tóxicos alinhava, no artigo 10, as seguintes medidas de prevenção: “Incentivar atividades eportivas, artísticas e culturais; promover debates de questões ligadas à saúde, cidadania e ética; manter nos estabelecimentos de ensino serviços de apoio, orientação e supervisão de professores e alunos; manter nos hospitais atividades de recuperação de dpendentes e de orientação de seus familiares”. No final do filme Traffic, de Steve Sorderbergh, vislumbra-se de forma precisa como se dá o verdadeiro combate ao entorpecente: no âmago de cada ser humano envolvido.
Fonte: Ciência Hoje