A idade da desordem

Como um verdadeiro maremoto, as drogas avançam sobre o Brasil. A força distruidora dessa invasão é impulsionada pelo terror, os extermínios, a desintegração social, um quase genocídio e razoável poder político. Uma análise das causas de óbitos nas grandes cidades brasileiras, ao longo dos últimos 50 anos, evidencia a participação das drogas leves e pesadas no crescimento exponencial do abituário. No mercado de compra e venda dos entorpecentes está a origem de 80% da origem de sangue.

Na cidade do Rio de Janeiro, entre 1942 e 1990, os assassinatos saltaram de 3,8 para 59 por grupo de 100 mil habitantes. Isso significa um crescimento de 1.458%, em contraste com o avanço de todos os óbitos no mesmo período: apenas 82,72%. Nos 20 anos que se seguiram á invasão da cocaína no mercado brasileiro entre, 1970 e 1990, verifica-se a seguinte evolução dos homicídios por 100 mil indivíduos: 1970=8,67; 1980=17,33; 1990=59.

O panorama não é diferente na grande São Paulo. Após a invasão da cocaína, o número de homicídios saltou de 2.300, em 1980 para 13 mil, em 1998. Um crescimento, portanto, de 465%. Como se comportou o total de óbitos em São Paulo no mesmo período? Subiu apenas 19%! Hoje, por incrível que pareça, o Brasil registra mais homicídios provocadso pela droga do que a própria guerra civil colombiana.
Fonte: Ciência Hoje