Drogas injetáveis ainda são maior causa de AIDS em Taubaté

O uso de drogas injetáveis ainda é o principal problema, quando se trata de contágio do vírus HIV em Taubaté. De acordo com o boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica Municipal, em um total de 1.358 pacientes desde 1986, 577 adquiriram a doença através do uso de drogas.

Na categoria Grupos de Risco, os heterossexuais ocupam a segunda colocação, com 530 dos infectados. Já os homossexuais e bissexuais somam 176 doentes de AIDS. Os hemofílicos e transfusões de sangue também fazem parte dos Grupos de Risco, representando 2,71% dos contaminados pelo HIV em Taubaté.
Para a interlocutora do Programa Municipal contra as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e AIDS, Renata Ferreira de Oliveira, dá para observar alguma alteração com referência aos dados sobre o contágio.”Antigamente o maior número de infectados eram os usuários de drogas injetáveis, mas hoje, com o aparecimento de outros entorpecentes, isso começa a mudar”, afirma Renata de Oliveira.

De acordo com a interlocutora, o programa contra a doença em Taubaté busca sempre conscientizar a população sobre o perigo. “Nós fazemos grupos de trabalho para orientar sobre o risco do uso de drogas, em geral, e principalmente sobre as injetáveis”.

“As pessoas continuam com medo da AIDS, mas muitas vezes não pensam nas conseqüências na hora de praticar o sexo sem camisinha, por exemplo. É sempre bom lembrar que os coquetéis apenas tratam da doença. A AIDS continua não tendo cura e ainda mata”, disse a enfermeira.

O Departamento de Saúde da Prefeitura de Taubaté informou, através de boletim, que 111 pacientes notificados no município, morreram de AIDS no período entre 2000 e janeiro de 2004. Desde a descoberta da doença em 1986, 639 pessoas faleceram infectadas pelo vírus HIV em Taubaté.
Fonte: Diário de Taubaté