Atitudes da família em relação ao alcolista

A atitude reacional e comum é o inadequado confronto.

As esposas ameaçam abandonar os maridos e vice-versa, os pais perdem o controle sobre seus filhos e prometem abandoná-los. Nem uma coisa nem outra realmente acontece.

Uma primeira ameaça não cumprida torna sem efeito todas as futuras ameaças que se repetirão.

Reações drásticas só devem ser utilizadas se outras menos dramáticas já foram tomadas e, principalmente, se tivermos certeza de que efetivamente vamos concretizar o que nos propusemos a fazer.

Por outro lado, a dedicação total ao alcoolista é a primeira reação do familiar e sua própria vida fica em segundo plano. Manter a sua vida com suas próprias prioridades deve ser a primeira meta do familiar.

Se o familiar mantiver sua autonomia o alcoolista terá maior responsabilidade por seus atos, arcará com seu ônus e não se sentirá tão protegido, o que é essencial.

A família pode e deve procurar algum serviço de saúde, que poderá ser, Alcoólicos Anônimos, Serviços Especializados de Tratamento ou Pronto-Socorro, dependendo do caso, mas, jamais respaldar as faltas ao trabalho, justificar ou esconder seus erros .

Como o problema não é simples, muitos deixam de fazer qualquer coisa, o que é dramático e contribui parao desenvolvimento da doença. Ignorar pode significar carregar a alça do caixão no futuro.

Nunca discuta quando o paciente estiver sob o efeito do álcool. Aguarde o dia seguinte.

A conversa, quando ocorrer, deve ser conduzida com assertividade e os objetivos bem claros. Os limites a serem determinados do que é tolerável devem ser bem registrados.

Nunca nos esqueçamos que jamais o alcoolista tomará por sua livre iniciativa a decisão do tratamento. A família não é co-responsável pela doença, mas, o é pelo tratamento.

Por fim, frente a um alcoolista jamais aceite a argumentação de “beber moderadamente”, porque será sempre desastroso.
Fonte: BioSaúde