O uso de drogas para aumentar o desempenho físico

O desejo de levar uma medalha, quebrar um recorde mundial e ter reconhecimento internacional faz com que muitos atletas esqueçam as regras desportivas e conceitos morais que envolvem as competições e partam para a busca de meios de burlar os limites do corpo, o doping. Até mesmo atletas de final de semana ou de academias acabam usando de aditivos para seus treinos sem saber as conseqüências e riscos aos quais estão expostos.

O doping aumenta a capacidade física, seja cardio-respiratória ou muscular, concentração e a precisão de um gesto esportivo. “Desde 2004 a Agência Mundial Antidoping o caracteriza pela presença de três quesitos: a possibilidade de fazer mal à saúde do atleta, ser contrário aos valores do esporte e trazer aumento artificial da performance. Drogas sociais, como o THC, não aumentam a performance, mas cumprem os dois requisitos anteriores e são considerados positivos, por exemplo”, diz o médico oficial de controle de doping do COB, Comitê Olímpico Brasileiro, Rafael Trindade.

Em épocas de Jogos Olímpicos, o doping ganha destaque e preocupa especialistas porque estimula esportistas anônimos a arriscar a saúde em busca de melhor forma física e desempenho. “Os praticantes de atividades físicas podem se identificar com atletas que fazem uso de doping e tê-los como modelo. O risco é ainda maior por ser um problema relacionado à estética, prometendo melhor silhueta, aliás, este é o maior apelo para quem não compete”, diz o coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemaf) da Unifesp, Turíbio Leite Neto.

O uso de substâncias proibidas é prejudicial não apenas para a saúde de cada atleta. A simples possibilidade de dopagem põe em risco a credibilidade do atleta e até de seus colegas de equipe e da competição, alterando resultados e punindo quem for pego nos exames.
Fonte: Terra