Encontro vai discutir o consumo de drogas no país

Com o objetivo de discutir uma questão que preocupa todos os países do mundo, a Bahia coloca, mais uma vez, o consumo de drogas no centro de pauta. A partir de ontem até o dia 10 de setembro, o Museu de Ciência e Tecnologia da Uneb, no Imbuí, vai abrigar um fórum regional sobre drogas. Todos aqueles que se interessam pelo problema poderão participar das oficinas, organizadas pelo Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-BA), a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad)

No evento, estarão presentes o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix; o de-legado geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda; e o secretário estadual da Justiça e Direitos Humanos, Sergio Ferreira.

“A proposta do fórum é discutir o realinhameto da política nacional sobre as substâncias entorpecentes”, diz Helio Brito Júnior, chefe de gabinete da SJDH e conselheiro do Conen-BA. O fórum baiano, que reunirá representantes de diversos estados, é o terceiro do Brasil. Os primeiros aconteceram em Florianópolis e em São Paulo. Somente no Nordeste, ocorrerão mais quatro fóruns. “Cada fórum regional deve levar suas conclusões ao III Fórum Nacional”, explica Brito. O evento acontecerá em novembro, em Brasília.

A iniciativa de realizar fóruns regionais e o fórum nacional partiu da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), em parceria com os estados. No encontro da Bahia, que começou ontem, às 20h, as principais atividades serão seis oficinas temáticas. Nelas, pretende-se discutir os pressupostos básicos e objetivos de Política Nacional sobre Drogas, a prevenção através da redução da demanda de drogas, o tratamento e reinserção social, a redução de danos à saúde, a repressão da oferta, e estudos e pesquisas sobre a política nacional. Além disso, haverá palestras, mas este não é o foco do evento.

Também se discutirá a realidade internacional, analisando as experiências de países como Portugal, que descriminalizou as drogas, e a Holanda, que liberou o uso de algumas substâncias em locais específicos. “Todo membro da comunidade científica e da comunidade em geral pode participar do evento. E também estudantes universitários ou pais que passaram pelo problema”, diz Brito.

Brito destacou ainda a importância da participação dos governos estadual, municipal e federal, dos conselhos estaduais e municipais antidrogas, das lideranças comunitárias e também de representantes de organizações não-governamentais. “É importante que todos os segmentos participem. Com certeza, teremos algumas discussões acaloradas, mas também consenso”.
Fonte: Correio da Bahia