Pesquisa mostra aumento do uso de álcool no País

A Secretaria Nacional Antidrogas pretende divulgar, no primeiro semestre de 2005, uma pesquisa sobre o consumo de drogas lícitas e ilícitas que está sendo realizado em 27 capitais. O anúncio foi feito ontem pelo secretário Antidrogas, general da reserva Paulo Roberto Yog Miranda Uchoa, na abertura da 4ª Conferência Executiva de Segurança Pública para a América do Sul da Associação Internacional dos Chefes de Polícia (IACP), na Fiergs, em Porto Alegre.

Uchoa surpreendeu os participantes – na maioria integrantes da Brigada Militar, polícia civil, federal e rodoviária – ao afirmar que uma pesquisa anterior do Ministério da Justiça mostrou que 11% da população brasileira utiliza álcool e apenas 1% a maconha. “Será que não estamos olhando apenas para um lado do problema?”, questionou. Na segunda pesquisa o governo federal pretende mostrar que o consumo de drogas – maconha e cocaína – apresentou uma queda no País em relação ao álcool. Os resultados servirão de base para ações oficiais.

Conforme Uchoa, o governo federal pretende realizar em 2005 a primeira pesquisa sobre o uso de drogas entre crianças e adolescentes, além da criação de um banco de dados sobre as instituições que prestam atendimento para dependentes químicos. Os dados farão parte de um 0800 da Secretaria Nacional Antidrogas. Uma parceria entre os ministérios de Justiça e da Educação vai capacitar professores na rede pública com informações sobre prevenção e combate ao uso de drogas. Conforme Uchoa, a capacitação também vai ocorrer nas Cipas e nos conselhos tutelares.

A Conferência prossegue hoje com palestra do juiz da Audiência Nacional da Espanha, Baltasar Garzón, e do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Jorge Armando Félix.

Estado vai liberar 125 veículos com layout diferenciado

O governador Germano Rigotto conheceu, ontem, em visita à 4ª Interseg, os novos veículos que serão entregues, em breve, a Brigada Militar e Polícia Civil por decisão da Consulta Popular. Ao todo, são 125 veículos com layout diferenciado, a serem repassados ao setor de segurança. “Desde o começo do nosso governo, o Estado já adquiriu, incluindo estes 125, mais de 500 veículos destinados à segurança pública”, afirmou. A aquisição de viaturas é uma decisão da Consulta Popular e deve-se à decisão do governo de investir na instrumentalização das polícias civil e militar. “Os equipamentos são necessários para o policiamento preventivo, ostensivo e investigativo”. O reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Jorge Sarkis, apresentou projeto em parceria com o governo do Estado na área de trânsito. A meta é implantar um sistema digital de realização e conferência de provas para primeira habilitação de trânsito e reciclagem.

Armas não-letais despertam o interesse na feira de tecnologia

A 4ª Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública (Interseg) mostrou uma série com equipamentos para o combate à criminalidade no País. Entre os segmentos expostos na Fiergs estão armamentos, aeronaves, veículos especiais, equipamentos de telecomunicações, uniformes e traje especiais. No entanto, o que mais chama a atenção dos participantes são os equipamentos não-letais. O estande da Condor é o mais visitado pelo público. O representante da empresa, Ângelo Fiorini, informou que a empresa produz spray de pimenta, balas de borracha, gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral que são usadas pelas polícia militares, civis, federal e rodoviária, agentes penitenciários, grupamentos especiais, guardas municipais e empresa de segurança privada. A grande atração fica por conta do Kit AM 600 composto por um lançador calibre 37/38 exclusivo para munições não-letais, uma máscara contra gases e 36 cartuchos de munições (balas de borracha e gás lacrimogêneo). Os equipamentos que são vendidos para as forças de segurança e armadas poderão ser adquiridas a partir de R$ 600 mil.

O Centro Universitário Feevale e a University of Florida (EUA) dividem um estande, onde divulgam um curso inédito no Brasil – Toxicologia Forense a Distância – que pretende contribuir para a capacitação da polícia. O curso possibilita o diagnóstico e avaliação das intoxicações de interesse legal.
Fonte: BOL