Apoio à proibição da fumaça

Mesmo entre os fumantes, é quase um consenso o apoio à nova medida. Poucos acreditam, porém, que ela será plenamente respeitada. Para Welington de Abreu, 33 anos, gerente da tabacaria Aquarium do Shopping Rio Sul, a medida não influenciará as vendas:

– Sempre dá-se um jeito. As pessoas vão arrumar alguma forma de fumar – acredita.

Funcionário de uma loja do Botafogo Praia Shopping, o fumante Lee Anderson, 24 anos, disse apoiar a nova proibição.

– Antes de ser fumante, sou um cidadão. Temos que respeitar as regras da comunidade – defendeu.

Também fumante, a publicitária Luciene Menezes, 42 anos, reconhece o incômodo que a fumaça dos cigarros causa em ambientes com ar condicionado.

– O fumante passivo sofre mais. Meu filho e meu neto estão sendo influenciados permanentemente quando alguém fuma perto deles – lamenta.

Além de evitar o mal à saúde, a lei protege os clientes do incômodo causado pelo cheiro de cachimbos e charutos. José Rodrigues, gerente da tabacaria MTM, ressalta o mal que o odor dos fumos traz finanças da loja:

– Temos muitos fumantes de charutos e cachimbos, e isso atrapalha a venda de outros produtos. As pessoas que não fumam vêm aqui e nem entram por causa do forte cheiro.

Apesar de ver com bons olhos a lei, José Rodrigues desconfia da origem da ordem.

– Será que foi a delegada Monique Vidal que botou a lei pra funcionar? – brinca.

Administradora de empresas, Teresa Cristina fumava sábado à tarde na estrada do shopping Rio Sul. Apesar do cigarro na mão, ela defenda a lei:

– Nós fumantes temos que nos condicionar. Mas a lei não vai diminuir o número de fumantes. É provável que os viciados não venham mais a esses locais. Eu só viria se fosse para fazer coisas rápidas.
Fonte: BOL