O mundo negro das drogas em debate

Mesmo com a existência de programas oficiais e voluntários de combate às drogas, este é um problema presente em todas as camadas da sociedade. Como ninguém pode se sentir imune, é preciso alerta dobrado e diário de todos que querem ver uma juventude, enfim, uma humanidade sadia. A droga é a porta de entrada para outros e graves problemas como, por exemplo, o mundo do crime. O vício leva a sua vítima do céu ao inferno em pouco tempo e, o pior de tudo, é que a situação acaba afetando toda a família. Preocupados com este quadro e dando a sua parcela de contribuição contra estes males, os alunos da 6ª série, da escola Geo em Mossoró, apresentam na 12ª Semana de Arte e Cultura o projeto “O Mundo Negro das Drogas”.

Alunos falam de suas preocupações e sonhos

As estudantes Thaís Ciarlini e Letícia Gurgel explicaram detalhes do projeto à reportagem e em particular a proposta de implantação do Proerd. Thaís confirma a disposição de implantar essa atividade em Mossoró com o objetivo de levar essa mensagem de não às drogas a todas as escolas públicas e privadas da cidade. Ontem mesmo elas convidaram uma equipe da Polícia Federal que abordou o tema na sala em que era apresentado o projeto “O Mundo Negro das Drogas”.

Para Letícia essa experiência de ter em Mossoró uma equipe específica de combate às drogas é um sonho pessoal. “Eu fico muito triste quando vejo uma criança ou jovem se drogando. Isso me incomoda e sempre desejei uma ONG em Mossoró para levar a mensagem contra as drogas principalmente às escolas da periferia nas quais existam esse problema e quem sabe agora com o Proerd seja possível este combate”, explica.

Projeto não quer ficar apenas na mensagem

Equipe formada por 16 alunos, a idéia de levantar uma discussão sobre os males causados pelas drogas não se trata apenas de um trabalho escolar para a turma da 6ª série do Geo. Eles explicam que, além da mensagem dos efeitos negativos causados aos que enveredam pelo mundo das drogas, querem também buscar novas alternativas que possa enfrentar a situação em Mossoró.

Uma das saídas encontradas é tentar implantar na cidade o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). Este programa é executado com sucesso em Natal por um grupo de policiais militares que, fardados, vão às escolas e promovem palestras abordando o tema.

As tristes alternativas para se drogar

Os usuários de drogas estão a cada dia buscando novas e tristes alternativas. Isso só dificulta mais ainda as iniciativas de combate, pois muitos dos produtos utilizados são considerados lícitos. Estes podem ser facilmente adquiridos em farmácias e lojas especializadas em produtos veterinários, entre outros.

Um exemplo dessa nova realidade é a droga batizada de Chá da Morte. Na verdade se trata de uma fita de vídeo derretida misturada aos metais pesados extraídos das “inocentes” pilhas. Isso, as populares pilhas de rádio, que também são usadas em outros objetivos. Seu efeito são tonturas, perda da consciência e pode levar à morte.

Aluno da 6ª série, Tabajara Filho, de 12 anos, deixa a seguinte dica: “Nunca faça isso e se alguém lhe oferecer droga, não aceite e fale dos perigos para quem usa. Cuide-se”. Tabajara alerta também para algumas salas de bate-papo na Internet em que adolescentes trocam receitas de drogas já testadas. Um dos cartazes mostrados no projeto encerra dizendo o seguinte: “Pai, monitore seu filho!!”. A mensagem na verdade fala de uma das tentativas que podem ser feitas para evitar que a droga entre em sua casa. A exposição aborda também o estasy, B-25, álcool, tabaco, cafeína e heroína.
Fonte: UOL