Fumaça nociva na escola

Reportagem na edição de 15 de setembro de 2002 da paulistana Revista da Folha mostra que vem aumentando o índice de jovens fumantes. Apesar da campanha mundial antitabagismo e da avalanche de informação acerca dos males do cigarro, os adolescentes estão começando cada vez mais cedo; muitos achando que não vão se viciar.

Em algumas capitais brasileiras como São Paulo, Porto Alegre e Recife, fumar nas dependências da escola é proibido por lei municipal. A experiência cotidiana, no entanto, mostra que a norma quase nunca é posta em prática. E mesmo quando é cumprida, lá estão as rodinhas de alunos fumantes a alguns metros do portão da escola. Apesar de ser uma droga lícita, o tabaco é um problema sério de saúde ? segundo a Organização Mundial de Saúde, quatro milhões de pessoas morrem por ano em decorrência do cigarro – daí a importância de o educador abordar o assunto em sala de aula.

No Brasil, estima-se que haja 30 milhões de fumantes. Dentre as medidas mais recentes de combate ao tabagismo há a proibição da propaganda desde 2002 e a inclusão do vício no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), desde o dia 29 de agosto de 2002.

Para combater o fumo nas escolas, o Instituto Nacional do Câncer conta, desde 1998, com o Programa Saber Saúde, presente em todos os 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal. O programa capacita profissionais das secretarias da Educação e da Saúde do Estado, que capacitam profissionais do município, que, por sua vez, capacitam professores para tratarem do tabagismo no cotidiano da escola, introduzindo o tema no currículo formal, juntamente com os temas transversais.

Estudos mostram que o fumo passivo também é prejudicial à saúde, por isso é importante ter informação a respeito e evitar o vício. E, para os fumantes, evitar fumar em lugares públicos, principalmente em escolas, pois além de expor não fumantes à fumaça do cigarro, podem estimular outras pessoas a fumarem.
Fonte: Educarede